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O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker (e) e o negociador-chefe da UE para o Brexit, Michel Barnier, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo

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A Eurocâmara pediu nesta terça-feira (3) aos líderes europeus que não avancem para a segunda fase das negociações do Brexit, que poderiam envolver um eventual acordo comercial, diante da falta de "progressos suficientes" nas atuais discussões de divórcio - análise compartilhada por Bruxelas.

Por 557 votos a favor, 92 contrários e 29 abstenções, a Eurocâmara reunida em Estrasburgo (nordeste da França) pediu em uma resolução ao Conselho Europeu o adiamento da avaliação prevista para outubro sobre o avanço do processo de divórcio, "a menos que a quinta rodada de negociações (a partir de segunda-feira) registre um grande avanço" nas três prioridades do bloco.

Antes de abordar o futuro da relação, os europeus desejam "progressos suficientes" nas prioridades da negociação: garantir os direitos dos cidadãos diretamente afetados pela saída britânica da UE, o valor que Londres deve pagar por sua retirada e o futuro da fronteira na ilha da Irlanda.

"Ainda não alcançamos no dia de hoje os progressos suficientes para iniciar com confiança a segunda fase das negociações: primeiro, sobre um eventual período de transição e, em seguida, uma discussão sobre nossa futura relação", advertiu durante o debate o negociador europeu para o Brexit, Michel Barnier.

As declarações do negociador europeu, no plenário do Parlamento Europeu, reunido em Estrasburgo (nordeste), aumentam a pressão sobre a primeira-ministra britânica, Theresa May, e acontecem uma semana antes da nova rodada de negociações do divórcio entre Reino Unido e a UE.

Na semana passada, o presidente do Executivo comunitário, Jean-Claude Juncker, afirmou que apenas um "milagre" durante a próxima rodada de negociações levaria aos avanços exigidos pelos europeus e abriria a porta para uma conversa sobre as futuras relações, como deseja o Reino Unido.

Barnier indicou que ainda existem "sérias divergências" na questão financeira.

"Não aceitaremos pagar a 27 o que se decidiu a 28", disse o negociador europeu, para quem os contribuintes dos 27 "não devem pagar as consequências de uma decisão que não tomaram".

Outra divergência, segundo Barnier, diz respeito à garantia dos direitos dos cidadãos europeus no Reino Unido. A UE considera que a jurisdição competente é o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), algo que os britânicos rejeitam de modo veemente.

Londres quer começar a negociar de modo paralelo o futuro da relação. Os líderes europeus - sem a britânica Theresa May - pretendiam certificar os avanços necessários nas negociações de divórcio na próxima reunião de cúpula, prevista para acontecer em 19 e 20 de outubro em Bruxelas. Este calendário parece cada vez menos provável.

burs-tjc/erl/fp/tt

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AFP