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O ex-ministro de Defesa da Venezuela, Raúl Baduel, durante coletiva de imprensa em Caracas, no dia 10 de dezembro de 2008

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Familiares do ex-ministro da Defesa Raúl Baduel e dirigentes opositores exigiram ao governo venezuelano que revele o local de prisão do general, considerado um dos principais "presos políticos" do país.

"Quero denunciar que Raúl Isaías Baduel está há oito dias desaparecido, ninguém sabe do paradeiro do general", disse nesta terça-feira a deputada Adriana Pichardo durante uma sessão no Parlamento.

Pichardo manifestou que teme pela vida de Baduel, e se uniu ao pedido da família para que o governo informe onde está o ex-aliado do falecido presidente Hugo Chávez (1999-2013).

"Senhor presidente Nicolás Maduro, onde está o meu marido?", perguntou Cruz Baduel, esposa do general reformado, em vídeo divulgado nas redes sociais na segunda-feira, quando apresentou à Organização dos Estados Americanos (OEA) a denúncia do desaparecimento de seu esposo.

Os familiares do ex-ministro de 62 anos denunciaram que há uma semana ele foi transferido da prisão militar onde estava, nos arredores de Caracas, para um local desconhecido.

"Por que não nos comunicaram até o momento para onde o levaram? Qual o motivo? Para que? Ao menos devem nos dar uma resposta", acrescentou a mulher.

Baduel ajudou a restituir Chávez depois do golpe de Estado de abril de 2002, que o retirou do poder brevemente, mas logo se converteu em seu adversário.

O militar deveria ter sido libertado em março depois de cumprir uma pena de sete anos e 11 meses de prisão por corrupção.

Mas a Procuradoria lhe fez novas acusações por uma suposta conspiração para derrubar Maduro, e poderia ser punido com até 26 anos de prisão.

Considerado parte dos 600 "presos políticos" que a oposição denuncia, Baduel ficou em liberdade condicional em 12 de agosto de 2015, mas em 12 de janeiro foi novamente preso, quando compareceu a uma audiência de apresentação regular.

Comandante do Exército entre 2004 e 2006 e ministro da Defesa entre 2006 e 2007, o oficial foi detido por agentes da Inteligência militar em 2009 e sentenciado um ano depois.

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AFP