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Lilian Tintori, no centro da foto, mulher do opositor venezuelano Leopoldo López, em Caracas, no dia 19 de abril de 2017

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Os advogados de Leopoldo López na Espanha anunciaram nesta sexta-feira que vão recorrer à justiça espanhola para proteger os direitos do líder da oposição venezuelana atualmente preso em seu país.

À imprensa, Javier Cremades, advogado da família Lopez na Espanha, declarou que prepara um pedido a ser apresentado ante a Procuradoria antiterrorista para ativar "a jurisdição que a Espanha dispõe para proteger qualquer espanhol de um ato de terrorismo". O advogado invocou o artigo 573 do Código Penal espanhol relativo a delitos terroristas.

Como explicou, dois dos "presos políticos" na Venezuela têm nacionalidade espanhola e teriam sido vítimas de delitos de terrorismo por "grupos, milícias armadas, que operam de maneira organizada e, segundo acreditamos, amparados pelo Estado" venezuelano.

Caso a justiça espanhola considere o pedido, "poderão ser beneficiados todos os afetados por esses eventos. Este é o caso de Leopoldo López", embora não seja espanhol.

Na mesma audiência, a família López expressou sua desconfiança em relação ao vídeo divulgado na quarta-feira à noite pelo governo de Nicolás Maduro, depois de rumores de que o líder opositor estava morto.

"Temos grandes dúvidas sobre este vídeo", onde o político aparece vestido de regata branca, de pé e com os braços cruzados, com barras ao fundo, disse sua irmã Diana.

Leopoldo López cumpre uma condenação de quase 14 anos de prisão na penitenciária militar de Ramo Verde, nos arredores de Caracas, por incitar a violência em protestos contra Maduro que deixaram 43 mortos em 2014.

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