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Três guerrilheiras das Farc preparam seus uniformes em um acampamento em local não identificado nas montanhas da Colômbia, em fevereiro de 2016

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A guerrilha colombiana das Farc convocou para meados de setembro uma conferência nacional de seus líderes com o objetivo de ratificar o acordo de paz firmado nesta semana com o governo de Juan Manuel Santos para pôr fim a 52 anos de conflito armado.

Este conclave, que será "a última conferência de nossa organização com armas, referendará os acordos de paz e dará caminho para a transformação das Farc em um movimento político legal", declara um documento da organização insurgente publicado neste sábado.

A conferência ocorrerá entre 13 e 19 de setembro na planície de Yari, em San Vicente del Caguán, ex-reduto da guerrilha no sul da Colômbia, e na presença de 200 delegados das Farc, entre eles os 29 membros de seu comitê central.

De maneira excepcional, estará aberta a convidados internacionais e à imprensa.

"A importância histórica deste eventos possibilita que os povos da Colômbia e o mundo conheçam em primeira mão o desenvolvimento e as determinações de que será a última conferência de nossa organização armada", completa o documento.

O ocorre três dias depois da assinatura em Havana, após quase quatro anos de negociações, de um histórico acordo de paz definitivo entre o governo e a mais antiga guerrilha da América Latina em atividade, nascida em 1964 de uma insurreição camponesa, e que conta com cerca de 7.500 homens e mulheres armados.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ordenou nesta quinta-feira um cessar-fogo definitivo com a guerrilha a partir de segunda-feira. As Farc deverão realizar um anúncio similar nas próximas horas.

Os colombianos serão convocados depois a se pronunciarem sobre os acordos em 2 de outubro, em um referendo.

O conflito armado colombiano, o mais antigo do continente, deixou ao menos 260.000 mortos, 45.000 desaparecidos e 6,8 milhões de deslocados.

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AFP