Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Carlos Antonio Lozada, em Havana, no dia de fevereiro de 2015

(afp_tickers)

A guerrilha comunista das Farc defendeu neste sábado o começo da "etapa pública" das negociações entre o governo de Juan Manuel Santos e o grupo rebelde ELN para que a batalha pela paz na Colômbia "seja completa e integral".

"Sempre expressamos a necessidade de que se abra formalmente a etapa pública de conversações entre o ELN e o governo nacional (colombiano), porque o conflito político, social e armado é um só", disse à imprensa o membro da equipe negociadora das Farc, Carlos Antonio Lozada.

Contudo, "temos manifestado a necessidade de que existam essas duas mesas (de negociações) e um só processo para que a paz seja completa e integral em nosso país", completou Lozada, ao iniciar uma nova rodada de negociações com o governo colombiano em Havana.

O Exército de Libertação Nacional (ELN, guevarista), que conta com cerca de 2.500 combatentes, frente aos 8.000 que o governo estima que militem nas Farc, revelou em junho passado que realizava diálogos exploratórios com o governo visando estabelecer uma mesa de negociação paralela à instalada com as Farc em Havana em novembro de 2012.

No entanto, essas negociações ainda não geraram resultados concretos e, ao contrário, o grupo rebelde incrementou sua ação nos últimos meses, segundo as autoridades.

O chefe negociador do governo, Humberto de la Calle, não fez declarações à imprensa em sua chegada neste sábado ao Palácio das Convenções de Havana, sede das conversações de paz.

Em um clima de desconfiança, o governo e as Farc retomaram na última terça-feira as negociações para discutir sobre reparação às vítimas do conflito armado na Colômbia, que deixou em 50 anos 220.000 mortos e meio milhão de refugiados.

Em meio a uma trégua unilateral por tempo indefinido das Farc, 11 militares morreram há duas semanas em uma emboscada guerrilheira no Cauca, oeste da Colômbia, após a qual Santos ordenou retomar os bombardeios aéreos sobre posições dessa guerrilha, que havia suspenso em março em sinal de boa vontade.

AFP