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(1998) Combatentes das Farc aguardam instruções, nas montanhas de Los Alpes

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A guerrilha comunista das Farc denunciou neste domingo a "falta de vontade" de acabar com o movimento paramilitar na Colômbia, e alertou que, sem isto, "não poderá haver paz efetiva e duradoura" naquele país.

"A falta de vontade de acabar efetivamente com o movimento paramilitar só pode ser interpretada pela sociedade colombiana como falta de vontade de construir a paz", disse o membro da delegação de paz da guerrilha Joaquín Gómez, ao abrir uma nova rodada de conversas com o governo colombiano em Havana.

O governo e a guerrilha decidiram ontem prorrogar até quinta-feira a atual rodada de diálogos de paz, que deveria terminar neste domingo, para "recuperar o tempo perdido" com a retomada das hostilidades na Colômbia, que deixaram 45 guerrilheiros e 14 soldados mortos nos últimos dias, informou uma fonte oficial.

Gómez assinalou que "o movimento paramilitar se estende novamente a todo o país e atua impunemente", e que, "sem a sua eliminação, não poderá haver paz efetiva e duradoura".

As Farc insistiram ontem na "colocação em prática de um mecanismo" para estudar e eliminar o movimento paramilitar, proposto pela primeira vez ao governo em setembro de 2014, quando também foi exigida a abertura de "todos os arquivos" sobre o assunto.

A Comissão Investigadora do fenômeno paramilitar "deve esclarecer a História e a situação atual destas estruturas, bem como suas formas de operação, condução, seus vínculos com entidades ou agentes do Estado, e suas fontes de financiamento", disse Gómez.

As milícias paramilitares, que surgiram nos anos 1980 para combater as guerrilhas de esquerda, foram desmobilizadas oficialmente em 2006. Autoridades reconhecem que parte dos paramilitares desmobilizados retomaram as atividades criminosas ligadas principalmente ao narcotráfico.

A delegação do governo não deu declarações ao chegar ao Palácio das Convenções de Havana, sede das negociações de paz desde novembro de 2012.

AFP