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O chefe das FARC, Rodrigo Londoño, mais conhecido como Timochenko, segura um bebê, junto ao presidente, Juan Manuel Santos, no dia 27 de junho de 2017 em Mesetas, Colômbia

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A FARC e a guerrilha do ELN acordaram nesta segunda-feira (23) no Equador criar um "mecanismo conjunto" para defender os acordos de paz entre ambas as organizações e o governo da Colômbia.

Em uma reunião de dois dias em Montecristi (oeste) avaliada pelo presidente Juan Manuel Santos, as delegações da Força Alternativa Revolucionária do Comum (FARC), o partido político surgido do acordo de paz com a ex-guerrilha das FARC, e dos rebeldes guevaristas denunciaram também o assassinato de líderes sociais e a ameaça do paramilitarismo.

Surgidas na década de 1960, as FARC e o Exército de Libertação Nacional (ELN) tentam superar meio século de confronto no Estado.

As duas organizações denunciaram descumprimentos aos que foi acordado por parte do governo.

Em um comunicado conjunto após a reunião, ambas as delegações se comprometeram "a explorar mecanismos comuns" para que se cumpra o acordo assinado com as FARC e "avance a agenda de negociações pactuada entre o governo e o ELN".

"Para isso, decidimos a criação de um mecanismo conjunto entre as duas forças, cujos resultados estaremos informando ao governo, ao país e à comunidade internacional", anunciaram as duas delegações.

No texto, FARC e ELN repudiaram o assassinato -em período de tempo não especificado- de "trinta ex-combatentes das FARC", líderes sociais e defensores de direitos humanos.

Também pediram ao governo que tome medidas para desmantelar as organizações paramilitares, "a pior ameaça para a paz na Colômbia".

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AFP