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O chefe rebelde das negociações, Iván Márquez, em Havana, no dia 24 de junho de 2016

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A guerrilha comunista das Farc marcou nesta sexta-feira uma diferença com o governo colombiano: quer que o acordo final seja assinado em Havana, enquanto o Executivo assegurou que será na Colômbia.

"Nós, das Farc, desejamos que a paz seja assinada em Havana, essa é uma posição de justiça", disse em coletiva de imprensa o chefe rebelde das negociações, Iván Márquez, em alusão ao fato de a capital cubana ter sediado os diálogos de paz durante três anos e meio.

Nesta quinta-feira, o presidente Juan Manuel Santos afirmou em Havana que o acordo final, sem data prevista, "será assinado na Colômbia".

O negociador das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) destacou que Cuba e Noruega, países garantidores do processo, "têm sido muito importantes neste trabalho que antecipamos durante todo este tempo", desde novembro de 2012.

"Cuba ajudou muito a solucionar problemas" e "consideramos que é aqui, em Havana, que devemos assinar este acordo", afirmou.

Na quinta-feira, as duas partes assinaram em Havana um pacto histórico sobre o cessar-fogo bilateral e desarmamento da guerrilha, considerado um passo crucial para a paz, na presença de cinco presidentes latino-americanos e das máximas autoridades da ONU.

Santos disse na segunda-feira que este acordo poderia estar concluído em 20 de julho, dia da festa nacional da Colômbia.

O chefe das negociações do governo, Humberto de la Calle, destacou, por sua vez, que "o momento e a localização" da assinatura deste acordo "é um processo que está em andamento".

O "governo colombiano tem um reconhecimento enorme pela ajuda que Cuba deu ao processo, depois necessariamente teremos um gesto claro frente a Cuba no momento de terminar as conversações, e obviamente no território colombiano teremos que formalizar o que for acordado aqui", acrescentou De La Calle nesta sexta-feira.

O cessar-fogo, a deposição de armas, o mecanismo de validação do acordo final de paz eram os últimos temas dos seis pontos incluídos na agenda das negociações. No entanto, restam assuntos ainda sem solução.

O conflito colombiano envolveu durante mais de cinco décadas guerrilhas, paramilitares e agentes do Estado, deixando um saldo de 260.000 mortos, 45.000 desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados.

AFP