Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

O comandante das Farc, Marcos Calarca, lê uma declaração durante as discussões de paz com o governo colombiano em Havana, no dia 30 de julho de 2015

(afp_tickers)

A guerrilla comunista das Farc, que pretendem depor as armas e virar movimento político se as negociações de paz de Havana forem concluídas, pediu nesta quinta-feira que o sistema eleitoral colombiano passe por uma reforma.

"É urgente lutar por mudança no sistema eleitoral e apresentar propostas inovadoras que considerem o sentimento dos excluídos", afirma a guerrilha em um comunicado lido por Marco León Calarcá, um dos delegados nas negociações de paz com o governo colombiano.

Esta semana as duas partes iniciaram as discussões sobre a justiça para os crimes cometidos durante o conflito armado, um dos pontos mais complexos da agenda da paz.

Os debates sobre justiça, a cargo de uma equipe técnica formada por delgados e assessores jurídicos do governo e da guerrilha, começaram na segunda-feira, em Havana, de forma paralela às negociações de paz entre as duas partes.

O tema da justiça é um dos mais sensíveis e complexos do processo de paz iniciado em 2012, pois as duas partes se culpam mutuamente de ser responsáveis pela violência armada, que, em meio século, deixou 220.000 mortos e seis milhões de pessoas deslocadas, segundo cifras oficiais.

AFP