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O dissidente cubano Guillermo Fariñas no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, no dia 3 de julho de 2013

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O dissidente Guillermo Fariñas suspendeu, nesta segunda-feira, a greve de fome e sede que mantinha há 54 dias, alegando que o Parlamento Europeu considerará uma emenda sobre repressão contra a dissidência no acordo entre União Europeia (UE) e Cuba.

"Eu considero, sim, que foi uma vitória por um conjunto de coisas", disse Fariñas por telefone à AFP de sua casa em Santa Clara, a 280 km de Havana.

Fariñas, um psicólogo de 54 anos começou no último 20 de julho uma greve de fome e sede em Santa Clara, sua cidade natal e de residência, 280 km a oeste de Havana, para exigir ao governo de Raúl Castro o fim da repressão contra a oposição.

Na segunda-feira, a greve foi suspensa porque se "conseguiu que o Parlamento Europeu considere a introdução de uma emenda ao acordo com o Governo cubano relacionada ao fim da repressão do governo contra a oposição na ilha", disse à AFP Jorge Luis Artiles, porta-voz de Fariñas.

Cuba e UE chegaram a um acordo de diálogo político e cooperação no dia 11 de março deste ano.

No entanto, representantes da UE negaram a existência da emenda, anunciada em um site falso do Parlamento Europeu em espanhol, conforme foi constatado depois.

"Não temos nenhuma informação que nos permita confirmar nada disso", disse à AFP Alain Bothorel, chefe da seção política da embaixada da UE em Havana.

"Acho que muitas pessoas, incluindo nós, foram enganadas", disse Fariñas, que culpou o governo cubano, sem citar provas.

"Pode-se observar a capacidade de guerra cibernética que é aplicada pelo governo cubano, que não tem nenhum tipo de escrúpulos", acrescentou.

Fariñas garante que conversou com parlamentares europeus que o convidaram para expor a situação de Cuba a todos os blocos políticos dessa entidade.

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AFP