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Presidente palestino Mahmoud Abbas em 5 de julho em Pequim

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Veja a história das relações entre os dois principais movimentos rivais palestinos, o Fatah, do presidente Mahmoud Abbas, e o islâmico Hamas, que anunciaram nesta quinta-feira (12) a assinatura de um acordo sobre os termos concretos de sua reconciliação, após uma década de tensões.

- Vitória política dos islamitas -

Em 25 de janeiro de 2006, o Hamas, que participa pela primeira vez do pleito, vence as eleições legislativas, após dez anos de hegemonia do Fatah.

O Conselho Legislativo Palestino (CLP, o Parlamento) derrotado tinha sido eleito em 1996, dois anos após a criação da Autoridade Palestina.

Em 28 de março, o governo de Ismaïl Haniyeh (Hamas) toma posse. Os principais cargos são confiados a dirigentes deste movimento.

- Hamas controla a Faixa de Gaza -

De janeiro a fevereiro de 2007, e mais tarde, em maio, enfrentamentos violentos opõem partidários do Fatah e do Hamas.

Em 14 de junho, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, destitui o governo de Haniyeh, após uma semana de violências com vários mortos e decreta estado de emergência em Gaza.

No dia seguinte, o Hamas expulsa as forças fieis ao Fatah do enclave. Abbas denuncia um golpe de Estado militar.

Em resposta à chegada do Hamas ao poder, Israel reforça seus bloqueios à Faixa de Gaza.

- Três acordos fracassados -

Em 27 de abril de 2011, um acordo que previa um governo transitório, encarregado de organizar as eleições, é assinado por Fatah e Hamas, em seguida, rubricado pelo conjunto dos movimentos palestinos para começar em maio. Mas os prazos são constantemente adiados.

Em 7 de janeiro de 2012, os dois movimentos assinam um acordo de liberação de detidos. Em 6 de fevereiro, eles concordam em confiar a Abbas a direção do governo transitório, mas essa decisão, contestada internamente no Hamas, não é aplicada.

Em 23 de abril de 2014, as Organização de Liberação da Palestina (OLP), controladas pelo Fatah e pelo Hamas, assinam um acordo de reconciliação. Em junho, é formado um governo de unidade, composto de tecnocratas apoiados pelos dois partidos.

Mas o governo é incapaz de exercer sua autoridade em Gaza. Abbas acusa o Hamas de manter um "governo paralelo" no enclave.

O governo de união nacional cai alguns meses mais tarde.

- Pragmatismo -

Em 1º de maio deste ano, o Hamas anuncia um relaxamento de sua carta fundadora. Ele defende adotar um combate "político", e não "religioso", com Israel. E aceita a ideia de um futuro Estado palestino limitado a Cisjordânia, Jerusalém-leste e Gaza.

Em 6 de maio, Haniyeh, adotando uma linha pragmática no seio do Hamas em relação a Israel, é eleito para dirigir o escritório político de seu movimento.

No fim de junho, o Hamas, que tenta melhorar suas relações com o Cairo, com quem o movimento viveu anos de tensões, inicia a construção de uma "zona tampão" ao longo da fronteira sul com o Egito.

- Pressões e progressos -

Em março de 2017, o Hamas cria um "comitê administrativo", visto pelo Fatah como um governo paralelo.

A Autoridade Palestina reduz, em represália, os pagamentos para o fornecimento de energia elétrica ao moradores Gaza, bem como os salários dos funcionários da Faixa.

Em 17 de setembro, o Hamas anuncia, "em resposta aos esforços (de mediação) egípcios", a dissolução do controverso conselho e pede ao Fatah para retomar novas negociações de reconciliação.

No dia seguinte, Abbas expressa a Haniyeh "sua satisfação" quanto ao "clima de reconciliação".

Pela primeira vez desde 2015, o governo de Rami Hamdallah visita, em 2 de outubro, a Faixa de Gaza, onde, no dia seguinte, terá sua primeira reunião em três anos.

No dia 12, Hamas e Fatah, cujos representantes negociam há dois dias no Cairo, anunciam um primeiro acordo de sobre os termos concretos de sua reconciliação.

O Fatah anuncia que o presidente Abbas irá "em menos de um mês" para Gaza - pela primeira vez em dez anos. Cerca de 3 mil policiais da Autoridade Palestina são deslocados para o enclave, segundo um alto funcionário que pede o anonimato, sem mencionar nenhum prazo.

Abbas comemora um "acordo final para dar fim às divisões".

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AFP