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Palestina deposita seu voto nas eleições em Ramallah no dia 13 de maio de 2017

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O partido Fatah do presidente da Autoridade Palestina Mahmud Abbas lidera as votações na maioria das grandes cidades da Cisjordânia, território palestino ocupado há 50 anos por Israel, indicou neste domingo a comissão que supervisionou a eleição da véspera, da qual Gaza não participou.

Segundo os números oficiais divulgados neste domingo no fim do dia, a taxa de participação foi de 53,4%. "É quase a mesma que nas eleições municipais de 2016", manifestou o chefe da comissão eleitoral, Hanna Nassir, durante uma coletiva de imprensa em Ramallah, sede da Autoridade Palestina.

No entanto, a participação foi mais baixa nas grandes cidades que nas localidades de seus arredores. A taxa mais fraca foi registrada em Nablus, a grande cidade do norte da Cisjordânia, onde menos de 21% dos inscritos votaram. Em Ramallah a participação foi inferior a 40%.

O Fatah lidera no norte de Kenin, no leste de Jericó e no sul de Hebron, segundo os resultados.

Em Hebron, cidade onde as tensões entre palestinos e colonos estão acirradas, o primeiro da lista Tayssi Abu Sneineh, já provocou reações hostis do lado israelense. Condenado a prisão perpétua por Israel, este homem de 60 anos foi libertado em 1983 em uma troca de prisioneiros. Alguns veículos de mídia de Israel afirmam que ele está envolvido no assassinato de vários israelenses.

O Hamas, o grande rival islamita do Fatah, no poder na Faixa de Gaza, não apresentou nenhum candidato sob seu nome e convocou a votar, embora com certa reticência.

O partido mais importante de esquerda, a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), convocou a boicotar as eleições e se negou a participar nelas porque centenas de presos palestinos estão em greve de fome nas prisões israelenses.

O último Parlamento foi eleito em 2006, uma eleição na qual o Hamas venceu. Mas a Autoridade Palestina o privou de sua vitória, razão pela qual o movimento islamita se lançou em uma quase guerra civil com o Fatah que levou à divisão atual.

Abbas, cujo mandato expirou em 2009, continua como presidente na falta de um acordo para uma eleição presidencial.

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