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Fauci diz que meta de Biden de aplicar 100 milhões de doses em 100 dias é possível

O principal cientista dos EUA, Anthony Fauci, é visto falando em Bethesda, Maryland, em 22 de dezembro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. janeiro 2021 - 22:56
(AFP)

A meta de Joe Biden de ter 100 milhões de doses da vacina contra o coronavírus injetadas em seus primeiros 100 dias no cargo é "absolutamente" alcançável, disse o cientista americano Anthony Fauci neste domingo (17), dias antes de se tornar o novo conselheiro-chefe do presidente para assuntos relacionados à covid-19.

"A viabilidade de seu objetivo é absolutamente clara, não há dúvida sobre isso", afirmou Fauci, o rosto mais conhecido da luta do governo contra o vírus, ao canal NBC.

"Isso pode ser feito", disse Fauci, o especialista em doenças infecciosas que também assessorou o presidente Donald Trump.

Embora as autoridades de saúde dos Estados Unidos tenham tido sucesso em testar e confirmar a segurança e eficácia de duas novas vacinas em tempo recorde, o esforço ambicioso para inocular rapidamente milhões de americanos foi insuficiente, atraindo críticas generalizadas.

De acordo com os Centros de Controle de Doenças (CDC), 31,1 milhões de doses foram entregues até agora, mas menos de 40% (12,2 milhões) foram administradas.

No início de dezembro, os funcionários do governo previam que 20 milhões de pessoas receberiam a primeira das duas doses até o final daquele mês.

Alguns estados, incluindo Nova York, alertaram que podem esgotar seus suprimentos de vacinas já na próxima semana devido a uma redução nas entregas coordenadas pelo governo federal.

O país está enfrentando atualmente o pior surto de coronavírus até agora. Na terça-feira, um novo recorde foi estabelecido: 4.470 mortes em 24 horas.

Segundo o futuro chefe de gabinete de Biden, Ron Klain, o número total de mortos, agora mais de 396 mil, pode ultrapassar 500 mil em fevereiro. "O vírus vai piorar antes de melhorar", disse ele à CNN. "Vai demorar um pouco para reverter isso."

Klain afirmou que para cumprir sua meta de vacinação acelerada, o governo Biden poderia usar a Lei de Produção de Defesa, que permite ao governo exigir que durante uma emergência.

O presidente eleito também disse que mobilizará a Guarda Nacional e a Agência Federal de Gestão de Emergências, para ajudar na instalação de centros de vacinação adicionais.

Rochelle Walensky, indicada por Biden como a próxima chefe do CDC, também expressou confiança no domingo de que a meta de Biden de 100 milhões de doses em 100 dias poderia ser alcançada.

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