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Favorito à presidência anuncia projeto para combater a fome na Argentina

O candidato Alberto Fernández participa de ato de campanha em Buenos Aires afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. outubro 2019 - 22:22
(AFP)

O opositor Alberto Fernández, favorito nas pesquisas para as eleições presidenciais de 27 de outubro, lançou nesta segunda-feira (7) um plano para enfrentar a fome na Argentina, país produtor de alimentos onde a pobreza alcança 35,4% da população.

"Não é possível que no país do trigo, no país das vacas, (o preço) do pão e do leite não parem de subir e eles estejam em falta na mesa dos argentinos. O que é preciso 'reperfilar' primeiro são os preços da cesta de alimentos, para que todos tenham acesso a ela", disse Fernández, candidato presidencial pelo peronismo de centro-esquerda.

O governo do liberal Mauricio Macri, que tenta se reeleger, pediu em setembro negociações para reperfilar (adiar os prazos de pagamentos) a dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que lhe concedeu, em 2018, um empréstimo de US$ 57 bilhões em troca de um programa de forte ajuste fiscal.

"Temos que ter vergonha. Dizemos ser o país que produz alimentos para 400 milhões de pessoas e não podemos alimentar 15 milhões de pessoas que estão em situação de pobreza", afirmou Fernández ao apresentar o programa Argentina contra a fome, que ele prometeu lançar se for eleito.

Em um ato no jardim da faculdade de agronomia da Universidade de Buenos Aires, Fernández propôs unir Estado, empresas e organização da economia popular em um conselho federal, com o objetivo de reduzir os preços da cesta básica, aplicar uma política alimentar para todo o país e implementar um cartão para setores vulneráveis.

Impulsionada pela forte desvalorização do peso e inflação fora de controle, estimada em 55% este ano, a cesta de alimentos é avaliada em cerca de 14.000 pesos (US$ 234) para uma família de cinco, 59% a mais do que em agosto de 2018 - um percentual muito superior ao aumento dos salários.

O chefe da Coordenadoria das Indústrias de Produtos Alimentícios (COPAL), Daniel Funes de Rioja, antecipou que as empresas do setor acompanharão a iniciativa e poderão colaborar com a doação de 1% de sua produção.

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