Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Fachada da sede do Fed, em Washington, em janeiro de 2015

(afp_tickers)

Os empresários americanos estão menos otimistas graças às incertezas que cercam a política econômica do presidente Donald Trump, expressaram os membros do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano), segundo a ata de sua última reunião, divulgada nesta quarta-feira.

Os índices de inflação dividiram os participantes da reunião. A maioria acredita que a baixa inflação recente é transitória. Mas "diversos participantes expressaram sua preocupação acerca da possibilidade de desaceleração da meta do comitê de 2% de inflação a longo prazo".

A ata mostra as deliberações da reunião do último mês, quando o Fed aumentou as taxas de juros em 0,25%, para entre 1% e 1,25%. Apesar de ser esperada, a alta consternou economistas, devido à baixa inflação no país.

As projeções do comitê estimam taxas de juros estáveis até o próximo ano, mas algums membros "estavam menos confortáveis com o grau de reforço das medidas adicionais até o fim do ano que vem" indicado na previsão feita pelo Fed em junho.

Além das preocupações do Fed, as discussões mostraram uma suspeita da percepção dos meios empresariais sobre as políticas de Trump.

O universo financeiro estava mais animado neste ano com as perspectivas favoráveis às empresas com o plano de governo do presidente americano, sobretudo a proposta de redução de impostos empresariais.

"O otimismo parece ter reduzido um pouco", e os empresários já consideram que "a possibilidade de uma reforma fiscal significativa diminuiu".

Há seis meses na Casa Branca, o governo de Trump não conseguiu avançar com seus projetos de reformas dos impostos e dos gastos em infraestrutura no Congresso.

Alguns integrantes do comitê de política monetária do Fed também manifestaram sua inquietação com os altos preços das ações em Wall Street. Isso poderia desestimular a manutenção das baixas taxas de juros, que favorecem "um acúmulo de riscos à estabilidade financeira", diz a ata.

Os integrantes do comitê também se dividiram acerca de quando dar início à redução do balanço partimonial do Fed de 4,5 trilhões do dólares. Alguns defenderam o começo dentro de alguns meses, outros, um prazo mais longo, mas tudo indica que o processo deve acontecer ainda neste ano.

AFP