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A presidente do Fed, Janet Yellen

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A presidente do Federal Reserve (Fed), Janet Yellen, afirmou nesta sexta-feira que o emprego nos Estados Unidos "ainda não se recuperou totalmente da crise", mas assinalou que, se melhorar mais rapidamente, as taxas de juros aumentarão antes do previsto.

Em um discurso na conferência de banqueiro em Jackson Hole (Wyoming, oeste), Yellen confirmou que o Fed prevê que o programa de compras de títulos hipotecários, que injetou abundante liquidez na economia e levou a uma forte alta na bolsa, será concluído em outubro.

Yellen disse que não há "receita simples" para a política monetária em um contexto de "considerável incerteza" sobre a evolução da inflação e do desemprego.

Neste encontro anual que reúne os presidentes dos bancos centrais de todo o mundo, Yellen ressaltou que o progresso quanto as taxas de desemprego faz "superestimar" a verdadeira situação do mercado de trabalho.

Ela mencionou ainda os muitos postos de trabalho a tempo parcial existentes e os desempregados que, desesperados com as dificuldades de encontrar trabalho, não procuram mais.

A taxa de desemprego nos Estados Unidos é atualmente de 6,2%, contra 7,3% há um ano.

Além disso, Yellen não excluiu a possibilidade de a inflação aumentar mais rapidamente do que o esperado, e disse que os salários reais poderiam "crescer muito mais rápido."

A alta dos preços está bem abaixo da meta de médio prazo de 2% do Fed, a 1,6% ao ano.

"Se os avanços no mercado de trabalho continuar mais rapidamente e a inflação também avançar mais rápido" do que o esperado, "então a alta das taxas (...) pode ocorrer mais rapidamente" e continuar em um ritmo mais rápido, afirmou.

A presidente do Comitê de Política Monetária (FOMC) reconheceu "as diferentes interpretações" que existem sobre a evolução da economia americana.

Mais uma vez, ela argumentou em favor de considerar muitos indicadores, desde a taxa de abandono de emprego aos postos a tempo parcial, para avaliar o mercado de trabalho, a sua principal preocupação em relação à política monetária.

AFP