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Evolução da taxa de juros nos Estados Unidos desde 2006.

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O Federal Reserve (Fed, banco central americano) manteve inalterada sua taxa básica de juros nesta quarta-feira (1), e minimizou o impacto dos recentes furacões na economia americana, que está crescendo em um "ritmo sólido", segundo a instituição.

Ofuscado pelo anúncio iminente da pessoa escolhida pelo presidente Donald Trump para comandar o banco central americano a partir do ano que vem, o Fed cumpriu com o previsto por analistas e manteve as taxas de juros entre 1% e 1,25%.

O comunicado que encerrou dois dias de deliberações deu poucas informações sobre o que o Fed fará em dezembro, um mês que os meios econômicos dão por certo que trará um novo aumento das taxas, apesar da inflação baixa.

A próxima reunião do comitê de política monetária do Fed (FOMC) será em 12 e 13 de dezembro e desde setembro os analistas estimam que ali se decidirá o terceiro aumento de juros do ano.

A esse respeito, o Fed se manteve circunspecto. No entanto, fez referência em seu comunicado à aceleração da atividade econômica, evidenciada no crescimento econômico de 3% do terceiro trimestre.

O Fed destacou que apesar dos prejuízos dos furacões na economia, a taxa de desemprego na baixou em setembro para 4,2%. O BC americano também está muito atento à estreiteza do mercado de trabalho porque pode desatar uma alta dos salários e da inflação.

O Federal Reserve evitou aludir a maciças reduções de impostos, especialmente para as empresas, que a Casa Branca e o Congresso estão preparando e que podem se tornar um estímulo à economia, mas sob o risco de aumentar o déficit fiscal a longo prazo.

Ao mesmo tempo, os membros do comitê de política monetária, divididos sobre a velocidade da inflação, continuam pensando que, eliminados os preços voláteis como alimentos e energia, a inflação continua frágil.

O Fed observou que o preço dos combustíveis aumentou após o furacões e isto "impulsionou a inflação de setembro". Segundo o índice PCE, o preferido do Fed, a inflação de setembro foi de 1,6% contra 1,4% em agosto. No entanto, o Fed advertiu expressamente que estas taxas estão muito abaixo da meta de 2% considerada ótima para a maior economia do mundo.

As consequências dos furacões, especialmente os trabalhos de reconstrução, "terão um impacto na atividade econômica, no emprego e na inflação a curto prazo, mas as experiências passadas sugerem que os furacões materialmente não pesam nos preços da economia a médio prazo".

O Fed acrescentou que os consumidores continuam gastando moderadamente e que os investimentos das empresas se aceleraram.

- Fim de mandato -

O comunicado não diz nenhuma palavra sobre o fim do mandato da presidente do Fed, Janet Yellen, em fevereiro.

O presidente Trump, segundo a Casa Branca, anunciaria na quinta-feira quem vai indicar para seguir à frente do banco central americano e a própria Yellen está entre os candidatos.

No entanto, o nome de Jerome Powell, um republicano moderado que atualmente é um dos governadores do Fed, parece ser o favorito, segundo a imprensa. Trump, no entanto, reiterou na quarta-feira que Yellen é "excelente".

"Tenho alguém muito preciso na cabeça e penso que todos ficarão muito impressionados", disse Trump há pouco.

Se Yellen, de 71 anos, não for escolhida, de qualquer forma vai presidir duas reuniões mais de política monetária: a de 12 13 de dezembro e a de 30 e 31 de janeiro.

Na sexta-feira, o governo vai divulgar os resultados do emprego em outubro e, segundo analistas, os novos postos de trabalho criados no mês seriam mais de 300.000, devido a uma recuperação técnica depois dos furacões.

A pesquisa ADP sobre empregos no setor privado já mostrou nesta quarta-feira um forte aumento nas contratações para 235.000 em outubro.

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AFP