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O primeiro-ministro da China, Li Keqiang (2º a partir da esquerda) durante uma viagem no que será a linha 4 do metrô do Rio de Janeiro (que terá 15 trens chineses), ao lado do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (E) em 20 de maio

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O Peru acredita que a ferrovia que o unirá ao Brasil abrirá uma nova era no comércio entre América do Sul e China, cujo primeiro-ministro, Li Keqiang, chega nesta sexta-feira a Lima para anunciar o financiamento da obra

"Vai haver uma mudança significativa na forma como se comercializa com a China a partir da América do Sul", disse à AFP o vice-ministro peruano de Comércio Exterior, Édgar Vásquez.

O projeto, que busca reduzir o preço do transporte e tornar mais competitivas as exportações da região, é estimado em 30 bilhões de dólares, e unirá o Pacífico peruano à costa brasileira, sob o nome de Corredor Ferroviário Bioceânico Central (CFBC).

O vice-ministro peruano está convencido de que a obra não apenas converterá o Peru em um 'hub' (centro de conexão) do Pacífico sul-americano, mas também favorecerá toda a região.

"Chile, Bolívia, Argentina, Paraguai e Uruguai, por exemplo, terão a possibilidade de gerar projetos de interconexão com a CFBC, e isto pode ser o nascimento de uma grande rede de comunicação rápida na América do Sul, como existe em outros continentes".

Li, que já anunciou investimentos de 50 bilhões de dólares no Brasil, está na Colômbia e deve chegar ao Peru nesta sexta-feira, antes de viajar ao Chile, no domingo, na última etapa de seu giro pela região.

AFP