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Luvas são vistas em 22 de maio de 2015, em Goleta, Califórnia

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Pesquisadores da Escola Politécnica Federal de Zurique (EPFZ) desenvolveram fibras têxteis, de qualidade comparável às da lã de merino, fabricadas com gelatina animal, extraída dos cadáveres dos animais.

Em comunicado, a EPFZ informou que as luvas feitas com fibras à base de gelatina animal são muito comparáveis às confeccionadas com lã de merino.

A única diferença é que a fibra fabricada com a gelatina não resiste tão bem à água como a lã de merino.

A gelatina é uma substância biodegradável, que se compõe de fibras ultrafinas, lisas em sua superfície e com um brilho que lembra a seda.

A gelatina é produzida à base de colágeno, principal componente da pele, dos ossos e dos tendões. O material que sobra nos matadouros contêm grandes quantidades de gelatina.

Em suas pesquisas, o cientista Philipp Stossel descobriu que a gelatina formava uma massa quando se misturava a um dissolvente, o que permitia tecer sem dificuldade.

O principal inconveniente da gelatina é que ela se dissolve no contato com a água, e os trabalhos do pesquisador se centram agora na impermeabilidade dos fios através de vários tratamentos.

Há dois anos apresentou uma patente, e o investigador espera encontrar um parceiro industrial para começar a produção em massa.

AFP