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O líder cubano Fidel Castro(E) e o presidente boliviano, Evo Morales, em Havana, no dia 13 de agosto de 2015

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O líder cubano Fidel Castro sugeriu, ao completar 89 anos, que os governos "devem se preocupar com o tema da alimentação", revelou nesta sexta-feira o presidente boliviano Evo Morales após retornar de uma viagem à Havana.

Fidel, acompanhado pelo presidente venezuelano Nicolás Maduro, surpreendeu na quinta-feira o governante boliviano ao visitá-lo em seu hotel, em um encontro de cinco horas, segundo disse Morales em uma reunião com vereadores em Cochabamba (centro).

"Fidel nos recomendou - ao companheiro Maduro (e a mim)- que os governos e presidentes devem se preocupar com o tema da alimentação", declarou o presidente boliviano, que frequentemente chama de Fidel "sábio avô".

"Em cinco horas de reunião não falou sobre educação nem saúde (temas de encontros anteriores), só falou de alimentos e alimentação e me disse que a metade do mundo está mal alimentado", completou.

A área cultivada na Bolívia aumentou para 4,7 milhões de hectares em 2014, principalmente pelo cultivo de soja e quinua, segundo um relatório do chefe de Estado ao Congresso no dia 6 de agosto.

A respeito da reabertura nesta sexta-feira da embaixada dos Estados Unidos em Havana após 54 anos de ruptura, Morales fez votos para que "essas relações diplomáticas permitam acabar com esse bloqueio econômico contra Cuba".

Morales, primeiro presidente indígena boliviano e de forte convicção socialista, exaltou Fidel e Cuba, que aguentaram um ferrenho bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos em 1962.

No âmbito da abertura, a Bolívia manifestou na terça-feira passada seu desejo de retomar as relações diplomáticas com os Estados Unidos e voltar a nomear embaixadores, tal como fez Washington com Cuba.

Morales fez tal declaração após receber no Palácio Queimado o encarregado dos Negócios dos Estados Unidos, Peter Brennan, máximo diplomata em exercício, após a expulsão recíproca de embaixadores de 2008.

Morales expulsou o embaixador dos EUA em 2008, acusando-o de apoiar um suposto complô da direita local. Washington negou a acusação e também expulsou o embaixador boliviano em reciprocidade. Pouco depois, Morales também expulsou do país a agência americana antidrogas DEA e o programa de cooperação USAID.

AFP