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O vice-presidente Teodorin Obiang, no dia 24 janeiro de 2012

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Teodorín, filho do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema, vai apelar da decisão da Justiça francesa que o condenou por ter acumulado, de maneira fraudulenta, um vultoso patrimônio na França - disse seu advogado nesta sexta-feira (3).

O recurso contra a condenação pronunciada no final de outubro - três anos de prisão com possibilidade de sursis e 30 milhões de euros de multa - foi apresentado hoje, relatou seu advogado, Emmanuel Marsigny, em conversa com a AFP.

O réu também teve o confisco de seus bens decretado pela Justiça.

O caso de Teodorín Obiang, de 48 anos, revelou um suntuoso patrimônio constituído na França.

Obiang é vice-presidente dessa ex-colônia espanhola. Esta foi a primeira condenação de um dirigente africano no chamado "caso dos bens de origem duvidosa", que veio á tona na França, em 2010.

Segundo a investigação, Obiang constituiu um patrimônio descomunal que incluía uma mansão de 4.000 m2 na prestigiosa avenida parisiense Foch, veículos Rolls-Royce e Bugatti, além de obras de arte da coleção Yves Saint Laurent-Pierre Bergé.

Seus suntuosos gastos na França, que incluíam a compra de roupas de luxo, festas majestosas e viagens em jatos privados, viviam bastante distantes da realidade da Guiné Equatorial, um pequeno país da África Central. Mais da metade de seus habitantes vive abaixo do limite da pobreza.

Bon-vivant amante das festas e da "dolce vita" em Paris, Rio, ou Malibu, não havia completado os 30 anos quando foi nomeado ministro dos Bosques pelo pai. No ano passado, o pai o promoveu a vice-presidente.

Teodoro Obiang dirige a Guiné Equatorial com mão de ferro desde 1979.

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AFP