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(Reprodução de vídeo do YouTube) Ted (d) e James Dresnok concedem uma entrevista sobre seu pai, em data não divulgada

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O último soldado americano que morava na Coreia do Norte, após desertar há mais de 50 anos, morreu em Pyongyang no ano passado, jurando fidelidade em seu leito de morte ao "grande líder Kim Jong-Un", anunciaram seus filhos.

James Joseph Dresnok foi um dos poucos soldados americanos que desertaram na Coreia do Norte após a guerra da Coreia (1950-53).

Ele atravessou a zona desmilitarizada que divide a península em 1962, depois de ter sido enviado a Coreia do Sul.

Dresnok apareceu em filmes de propaganda do regime norte-coreano e era o último caso conhecido de um soldado desertor dos Estados Unidos na Coreia do Norte. Os outros já faleceram ou foram autorizados a deixar o país.

Em uma entrevista em vídeo publicada na sexta-feira pelo site norte-coreano Uriminzokkiri, Ted e James Dresnok confirmaram que o pai morreu em novembro de 2016, após sofrer um derrame cerebral.

"Nosso pai estava nos braços da República e recebeu amor e cuidados do partido até sua morte, aos 74 anos", disse Ted Dreskok, o filho mais velho.

Como seu irmão, ele usava o uniforme do Exército do Povo Coreano, com uma insígnia do fundador da Coreia do Norte, Kim Il-Sung, e de seu filho e sucessor, Kim Jong-Il.

Os dois falam coreano de maneira perfeita, com um forte sotaque do Norte.

"Nosso pai nos pediu para servir nosso grande líder Kim Jong-Un com devoção", completa Ted Dresnok, que também tem o nome coreano de Hong Soon-Chol.

A propósito da recente escalada retórica entre Washington e Pyongyang sobre os programas balístico e nuclear da Coreia do Norte, Ted Dresnok adverte os "imperialistas americanos" que estimulam uma "histeria guerreira" sem conhecer o exército da Coreia do Norte nem sua população.

Se uma guerra explodir, afirma, "não deixaremos passar a oportunidade de apagar os Estados Unidos do mapa para sempre".

"Temos nosso querido comandante supremo Kim Jong-Un", afirma James Dresnok, também chamado de Hong Chol.

"Se ele está ao nosso lado, nossa vitória está assegurada".

Em 2006, James Dresnok sr., chamado de Joe, protagonizou o documentário britânico "Cruzar a fronteira", no qual afirmava estar satisfeito com sua vida em Pyongyang, onde as pessoas tinham, segundo ele, em geral um nível de vida melhor do que fora da Coreia do Norte.

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AFP