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Vários fiéis foram crucificados nesta sexta-feira por homens vestidos como soldados romanos para celebrar a Sexta-feira Santa, um espetáculo que se repete todos os anos nas Filipinas para lembrar as últimas horas da vida de Jesus Cristo.

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Vários fiéis foram crucificados nesta sexta-feira por homens vestidos como soldados romanos para celebrar a Sexta-feira Santa, um espetáculo que se repete todos os anos nas Filipinas para lembrar as últimas horas da vida de Jesus Cristo.

Inúmeras cidades do país realizam a cada ano, dois dias antes da Páscoa, uma cerimônia que a Igreja oficial desaprova.

Nesta sexta, pelo menos cinco pessoas foram crucificadas em várias localidades ao norte de Manila.

Os penitentes tiveram suas mãos cravadas com pregos e os pés e braços amarrados na cruz. Permaneceram nesta posição por apenas alguns minutos e, em seguida, receberam cuidados médicos.

Na ilha de Marinduque, ao sul da capital, centenas de fiéis vão recriar outro episódio menos conhecido da Via Crucis (os últimos momentos de Jesus Cristo antes de ser crucificado), o do centurião Longin.

Segundo a lenda, este soldado cego feriu com sua lança o lado direito de Jesus Cristo, o que fez respingar sangue em seus olhos. Foi assim que ele milagrosamente recuperou a visão e, em seguida, começou a ser devoto de Jesus Cristo.

No sábado está prevista em Marinduque a captura e "decapitação" simbólica de Longin o "traidor".

Raymond Nepomuceno, um dos organizadores, disse à AFP que quer convencer as crianças a participar da cerimônia. "Estou com medo de que esta tradição desapareça e para preservá-las as crianças precisam participar, por devoção ou para se divertir", acrescentou.

Nemesio de los Reyes é o intérprete do personagem do centurião. "Vou interpretar enquanto estiver em forma", disse à AFP.

Há também homens com o peito nu flagelando-se as costas.

Para Jamig John Allen, de 17 anos, está foi a primeira vez e desmaiou quando o sangue começou a fluir. "Eu não sei porque me senti tão mal, provavelmente porque não dormi muito na noite anterior".

A Igreja filipina desaprova essas práticas, assegurando que Jesus Cristo já viveu esses momentos e que não há nenhuma razão para repetir.

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