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Firma especializada descobre falha de segurança no WhatsApp

A firma israelense especializada em cibersegurança CheckPoint anunciou nesta quarta-feira (8) que descobriu uma falha no aplicativo WhatsApp que permite que mensagens enviadas em particular, ou para um grupo, sejam lidas e modificadas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. agosto 2018 - 13:25
(AFP)

A firma israelense especializada em cibersegurança CheckPoint anunciou nesta quarta-feira (8) que descobriu uma falha no aplicativo WhatsApp que permite que mensagens enviadas em particular, ou para um grupo, sejam lidas e modificadas.

Segundo o CheckPoint, os hackers podem atuar nas conversas de três formas: modificando as mensagens postadas por uma pessoa, postando uma mensagem em grupo fazendo-se passar por um dos participantes e enviando uma mensagem específica para um grupo, fazendo-a passar por uma mensagem de grupo.

A empresa de cibersegurança está preocupada com as manipulações em massa que podem ser realizadas por meio desta falha e recordou os casos dos falsos rumores propagados nos últimos anos por desse aplicativo em países como Brasil e Índia, onde ocorrem até mesmo linchamento de pessoas.

Em uma nota, o WhatsApp assegurou que "examinou atentamente este problema [...] Não há problema de segurança na encriptação do aplicativo, o que permite garantir que somente o emissor e o receptor possam ler sua troca de mensagens".

A CheckPoint destacou as consequências que tal falha pode ter em um período eleitoral, por exemplo, já que o "WhatsApp desempenha um papel cada vez mais importante, em particular nos países em desenvolvimento".

"Nos grupos importantes, para os quais se enviam cascatas de mensagens, há poucas possibilidades de que um membro tenha tempo de verificar uma das informações difundidas, e poderá se deixar enganar facilmente", acrescenta a empresa.

Neste sentido, o WhatsApp afirma que encara "o desafio da desinformação de forma muito séria e que integrou recentemente um limite no compartilhamento das mensagens e modificou os grupos de chat".

"Também vetamos os usuários que tentam modificar o aplicativo para contornar esses limites", acrescentou.

Fundado em 2009 e comprado pelo Facebook em 2014, o WhatsApp afirmou, no início do ano, que tinha mais de 1,5 bilhão de usuários e que em seu aplicativo eram trocadas 65 bilhões de mensagens diariamente.

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