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(Arquivo) Migrantes cubanos tentam chegar aos EUA pelo mar, no dia 24 de julho de 2003

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O número de "balseiros" cubanos que se lançam ao mar para chegar aos Estados Unidos continua aumentando, indicou nesta quarta-feira a Guarda Costeira americana, em meio aos temores de que a aproximação entre Washington e Havana acabe com as vantagens migratórias dos cubanos.

Faltando três semanas para o fim do ano fiscal, que começou em 1º de outubro de 2014 e que termina em 30 de setembro, a Guarda Costeira registrou 4.084 cubanos que chegaram em território americano ou que tentaram fazê-lo, um número superior aos 3.940 registrados durante o ano fiscal anterior.

A Guarda Costeira fez o anúncio em uma declaração na qual relata o repatriamento para a ilha de 116 cubanos resgatados nos últimos dias no Estreito da Flórida, ao longo dos 150 km de águas infestadas de tubarões perigosos que separam Cuba da Flórida (sudeste dos Estados Unidos).

As autoridades americanas admitiram que o receio pelo fim dos benefícios de imigração, válidos apenas aos cubanos, provocou um aumento do fluxo de "balseiros" desde que Washington e Havana iniciaram em dezembro um processo de aproximação.

Washington já deixou claro que não pretende alterar as leis de imigração, embora ambos os países tenham restaurado relações e reaberto suas embaixadas em julho.

Segundo as leis vigentes, os cubanos que pisam em solo americano podem ficar. Se capturados no mar, são devolvidos ao seu país.

"As missões e operações da Guarda Costeira permanecem inalteradas. A Guarda Costeira desencoraja fortemente tentativas de entrar ilegalmente no país por via marítima", disse o capitão Mark Gordon.

"Estas viagens são incrivelmente perigosas", afirmou.

No entanto, o fluxo de migrantes cubanos que atravessam o Estreito da Flórida tem aumentado há vários anos: 2.129 imigrantes no ano fiscal de 2013, 1.870 em 2012, 1.979 em 2011 e 1.082 em 2010, segundo a Guarda Costeira.

AFP