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Ativistas pró-governo protestam em Caracas em 10 de outubro de 2017

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse nesta sexta-feira que a Venezuela está mergulhada em uma "grave" crise econômica, política e humanitária "sem solução à vista", e alertou sobre seu impacto migratório, especialmente na vizinha Colômbia.

A Venezuela "continua imersa em uma grave crise econômica, humanitária e política sem solução à vista", destaca o FMI, que vê a emigração de venezuelanos aos países vizinhos como o "principal" risco para a região.

"A instabilidade política persiste e a população segue enfrentando uma crise humanitária", adverte o comunicado publicado durante as reuniões do FMI e do Banco Mundial em Washington.

Esta situação gera "impactos importantes" em termos de imigração nos países limítrofes, em particular a Colômbia, "com pressão sobre as finanças públicas em termos de demanda de certos serviços", declarou em entrevista coletiva o diretor do departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, Alejandro Werner.

"Os refugiados da Venezuela são um lamentável efeito colateral da crise, que é extremamente severa", acrescentou Robert Rennhack, subdiretor do mesmo departamento.

"O fluxo de imigrantes está crescendo bastante", em especial na região leste da Colômbia, que faz fronteira com a Venezuela.

Rennhack avaliou em entre 500 mil e um milhão o número de venezuelanos que chegaram à Colômbia, o que representa um desafio para o governo do presidente Juan Manuel Santos.

"Isto é algo com o qual o governo precisa lidar e está causando muitos problemas".

O FMI prevê um sombrio panorama para a Venezuela, com queda do PIB de 35% no período 2014-17 e uma hiperinflação a caminho.

Mas também antecipa que os efeitos comerciais e de financiamento para a região sejam "mínimos" porque "os vínculos comerciais com os países vizinhos são limitados e o financiamento através da PetroCaribe já caiu consideravelmente diante do agravamento da crise".

O FMI descarta ainda os efeitos de um possível calote da dívida por parte da Venezuela "porque as carteiras dos investidores já incorporaram este risco".

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AFP