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Foguete para turismo espacial da Blue Origin tem novo voo de teste

Fotos do voo de teste do foguete New Shepard da Blue Origin, em 23 de janeiro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 23. janeiro 2019 - 21:45
(AFP)

O foguete da companhia americana Blue Origin realizou com sucesso, nesta quarta-feira (23), no Texas, seu décimo voo de teste, atingindo uma altitude aproximada de 107 km, além da fronteira do espaço.

O foguete New Shepard é relativamente pequeno, com um primeiro estágio de 18 metros de altura, e conta com uma cápsula onde no futuro seis passageiros poderão viajar durante 11 minutos além da fronteira do espaço, fixada por uma convenção internacional a 100 km.

Mas antes de implementar essas viagens turísticas, deverão ser realizados vários voos de teste com humanos a bordo. Nesta quarta, a cápsula continha apenas experimentos científicos patrocinados pela Nasa.

O primeiro estágio do New Shepard e a cápsula foram concebidos para ser reutilizados em vários voos. A primeira peça voltou automaticamente à pista de decolagem sete minutos após sua saída, e a cápsula, que se separou desse componente a 75 km para entrar sozinha no espaço, regressou à Terra em uma queda freada por três paraquedas.

"Um dia incrível!", comemorou enquanto comentava a missão ao vivo Ariane Cornell, diretora comercial da Blue Origin, a empresa espacial do diretor da Amazon, Jeff Bezos.

A altura máxima exata alcançada nesta quarta-feira será confirmada mais tarde pela Blue Origin, após a leitura de seus instrumentos a bordo. Enquanto isso, o próximo desafio da companhia é testar o foguete com humanos em seu interior.

"Estamos planejando para o fim do ano", disse Cornell. "Mas como já dissemos, não temos pressa".

A Blue Origin mostrou imagens da futura cápsula que acolherá passageiros, com seis grandes janelas, "as maiores da história do espaço", segundo Cornell.

Entretanto, a Virgin Galactic, do milionário britânico Richard Branson, está desenvolvendo uma nave-foguete que é liberada no ar por um avião e conduzida por dois pilotos.

Nenhuma das empresas está preparada ainda para levar passageiros, pois seus veículos ainda não foram submetidos a todos os testes necessários.

Cada chefe diz ter privilegiado a segurança, mas o progresso dos testes das companhias, assim como as declarações de seus encarregados, levam a crer que 2019 será o ano dos primeiros voos regulares tripulados ao espaço.

Os bilhetes da Blue Origin não estão à venda, ao contrário dos da Virgin Galactic, que já indicou que mandará turistas ao espaço por 250.000 dólares o assento.

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