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Foguetes atingem capital da Eritreia após declaração de vitória da Etiópia em Tigré

Ethiopia's government says its forces have 'completed' their assault on Tigrayan capital Mekele afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. novembro 2020 - 08:59
(AFP)

Asmara, capital da Eritreia, foi atacada pela terceira vez com foguetes lançados a partir de Tigré, região dissidente do norte da Etiópia, cuja principal cidade, Mekele, passou para o controle do exército de Adis Abeba no sábado, anunciaram fontes diplomáticas neste domingo.

O primeiro-ministro etíope Abiy Ahmed anunciou no sábado que o governo "controlava" Mekele, reduto da Frente de Libertação do Povo de Tigré (TPFL), uma etapa decisiva da operação militar iniciada em 4 de novembro. Porém, a tomada total de Mekele, que antes do conflito tinha 500.000 habitantes, não foi confirmada até o momento por fontes independentes.

De acordo com a embaixada dos Estados Unidos na capital da Eritreia "às 22H13 de 28 de novembro aconteceram seis explosões em Asmara".

Dois diplomatas presentes em Adis Abeba explicaram que vários foguetes foram lançados, ao que parece em direção ao aeroporto e instalações militares de Asmara.

Como aconteceu nos ataques anteriores, não foi possível determinar com exatidão onde os foguetes caíram e os danos que provocaram.

A Eritreia, que fica ao norte de Tigré, é um dos países mais fechados do mundo e o governo não fez nenhuma declaração a respeito.

Na sexta-feira à noite também foram registrados lançamentos de foguetes na direção de Asmara e há duas semanas ocorreu um ataque similar, reivindicado neste caso pela TPLF, que acusou o governo eritreu de apoiar o exército etíope.

A AFP não conseguiu estabelecer contato neste domingo com os dirigentes da TPFL. A região de Tigré está praticamente isolada do mundo desde o início do conflito.

A Eritreia é inimiga da TPFL, que durante quase 30 anos controlou os sistemas político e de segurança da Etiópia.

Durante os anos em que a TPLF permaneceu no poder em Adis Abeba, Etiópia e Eritreia travaram uma guerra violenta entre 1998 e 2000.

Os dois países permaneceram em conflito até 2018, ano em que Abiy Ahmed foi nomeado primeiro-ministro da Etiópia e assinou um acordo de paz com a Eritreia, o que rendeu ao chefe de Governo etíope o Prêmio Nobel da Paz em 2019.

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