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Uma criança desnutrida em um hospital em Aweil, Sudão do Sul, em 11 de outubro de 2016

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Um grande número de sul-sudaneses se viram obrigados a comer folhas de árvores ou sementes devido à falta de alimentos em regiões onde, no entanto, ainda não foi declarada a fome, informou nesta segunda-feira a organização Norwegian Refugee Council (NRC).

"As comunidades que tentam sobreviver a uma crise alimentar aguda recorreram a estratégias de adaptação que consistem em comer alimentos silvestres pouco comestíveis", declarou em um comunicado a diretora do NRC para o Sudão do Sul, Rehana Zawar.

De acordo com Zawar, as folhas têm sabor amargo e baixo valor nutricional. "Se as famílias comem essas folhas e quase nenhuma outra coisa, a desnutrição aparece rapidamente", advertiu.

Em 20 de fevereiro, o governo sul-sudanês declarou o estado de fome nos condados de Leer e Mayendit (norte), enquanto que as Nações Unidas avaliaram em 100.000 o número de pessoas diretamente ameaçadas.

"O consumo de sementes é especialmente alarmante. Sem sementes para os cultivos, as famílias não terão nada para plantar na próxima temporada. Isto poderia agravar a crise alimentar e ameaça estender a fome", advertiu o NRC.

Muitas famílias fugiram da região em busca de alimentos e, desde o início do ano, 60.000 sul-sudaneses se refugiaram no vizinho Sudão.

As agências da ONU e as organizações humanitárias precisam de 1,6 bilhão de dólares para enfrentar esta situação, segundo o NRC, embora por enquanto só tenham arrecadado 18% deste valor.

As ONGs e a ONU afirmam que a fome é consequência de mais de três anos de guerra civil que perturbaram a agricultura, dispararam a inflação e obrigaram a população a deixar suas casas.

O Sudão do Sul se tornou independente do Sudão em 2011, e em dezembro de 2013 entrou em um conflito que já deixou milhares de mortos. Mais de 1,9 milhão de sul-sudaneses estão deslocados dentro do seu próprio país, e mais de 1,7 milhão nos países vizinhos.

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AFP