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Forças do governo sírio em meio à destruição na cidade de Deir Ezzor, de onde os extremistas foram expulsos, em 3 de novembro de 2017

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O Exército sírio e seus aliados se dirigiam neste sábado para a cidade de Abu Kamal, na fronteira entre Síria e Iraque, o último reduto urbano do grupo extremista Estado Islâmico (EI), que sofreu várias derrotas nos últimos meses.

Em 24 horas, o EI perdeu dois importantes redutos: Al-Qaim, no Iraque, e Deir Ezzor, na Síria, as últimas cidades-chave que controlava nos dois países.

Encurralados em uma área situada entre o leste da Síria e o oeste do Iraque, os combatentes da organização enfrentam ofensivas em ambos os lados da fronteira.

O Exército sírio intensificava neste sábado a campanha militar para reconquistar a cidade de Abu Kamal, situada na província de Deir Ezzor, muito perto da fronteira com o Iraque.

Embora seja uma localidade menor que Deir Ezzor, sua reconquista privaria o EI do último reduto urbano entre Síria e Iraque.

"No leste da Síria, o EI apenas mantém Abu Kamal e cerca de 30 povoados em ambas as margens do rio Eufrates", explica à AFP Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

- 6% de Síria e Iraque -

Desde sexta-feira, dezenas de extremistas cruzaram a fronteira iraquiana em direção Abu Kamal depois de fugir de Al-Qaim, segundo o OSDH.

Um bombardeio da coalizão anti-EI, comandada por Washington, atingiu um desses comboios neste sábado, destruindo veículos e deixando vários mortos, entre eles comandantes extremistas locais, de acordo com oficiais iraquianos.

A fronteira é tão permeável que unidades paramilitares iraquianas do Hashd al-Shaabi a cruzaram para perseguir o EI antes de serem expulsos pelos extremistas, acrescentou a ONG.

As forças do governo sírio avançavam até Abu Kamal e "agora estão a menos de 30 quilômetros da cidade", segundo o OSDH. Apoiadas pelos bombardeios de seu aliado russo e por milícias estrangeiras, se dirigem para a parte ocidental dessa cidade.

"O EI continua controlando zonas entre Síria e Iraque, que representam 6% do território dos dois países juntos. Lá acontecerá a última batalha", afirma Hisham al-Hashemi, especialista iraquiano sobre o EI.

- Civis perdidos -

Muitos civis tentam fugir das últimas zonas extremistas.

"Estão perdidos, sobretudo nas zonas desérticas, onde a comunicação é inexistente", explica Abdel Rahman.

"Nas últimas semanas, cerca de 350.000 pessoas, incluindo 175.000 crianças, arriscaram sua vida para se refugiar e escapar da escalada violenta em Deir Ezzor", de acordo com a ONG Save The Children.

As Forças Democráticas Sírias (FDS), aliança curdo-árabe apoiada pelos Estados Unidos, também avançavam ante o EI, o qual expulsou de dois povoados na margem leste do Eufrates, rio que divide a província de Deir Ezzor.

O Exército sírio se encontra a oeste do rio e as FDS a leste.

No Iraque, as forças do governo expulsaram na sexta o EI de Al-Qaim, povoado situado a oeste do país.

As tropas iraquianas tentarão agora tomar a localidade vizinha de Rawa e as áreas desérticas dessa região para expulsar definitivamente o grupo extremista.

Especialistas alertam, no entanto, que os reveses do EI não significam sua derrota definitiva nem a erradicação total da organização extremista.

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AFP