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Menino olha para jovem que é preso pela Polícia Civil durante operação com as Forças Armadas na comunidade do São Carlos, no Rio de Janeiro, em 27 de outubro de 2017

(afp_tickers)

Centenas de policiais e militares realizaram nesta sexta-feira uma vasta operação em várias favelas do Rio de Janeiro, um dia após a morte de um comandante da Polícia Militar.

Ao menos 36 pessoas foram detidas, segundo fontes oficiais.

Uma das ações teve como objetivo localizar e prender criminosos envolvidos na tentativa de roubo que provocou a morte do coronel Luiz Gustavo de Lima Teixeira, comandante do 3º BPM (bairro do Méier, zona norte), e deixou um policial militar ferido, segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar.

Já as operações para reprimir o tráfico de drogas aconteceram nas favelas de São Carlos, Zinco, Querosene e Mineira, na zona central do Rio.

A operação mobilizou mais de 2 mil homens, segundo fontes oficiais citadas pela imprensa, e incluiu tanques, ao menos um helicóptero e controles de identidades nas vias de acesso aos morros, de acordo com o jornalista da AFP.

O objetivo principal era procurar pelos traficantes envolvidos na invasão da favela da Rocinha, que aconteceu há 40 dias, dentro da guerra entre facções rivais para dominar a maior favela da cidade, localizada na zona sul do Rio.

A investida contra as comunidades situadas no centro da cidade permitiu a prisão de 16 pessoas e a apreensão de "111 munições, quatro pistolas, um revólver, uma granada, nove carregadores e grande volume de drogas", além da recuperação de "quatro veículos" roubados.

Diante da séria crise de segurança desatada depois do fim dos Jogos Olímpicos de 2016, o governo brasileiro mobilizou 8.500 militares para dar apoio à polícia nessas missões.

Em outra operação, nas comunidades do Lins de Vasconcelos, zona norte, participaram 300 policiais na busca dos envolvidos na morte do coronel Teixeira.

A polícia deteve 20 pessoas, mas não encontrou o principal suspeito da morte do coronel, um jovem de 22 anos.

O coronel Teixeira, de 48 aos, foi morto na quinta-feira, segundo a PM, por "criminosos armados que dispararam vários tiros na direção do carro que ocupava".

O comandante é o oficial de maior patente morto no Rio, na guerra que opõe forças de segurança e facções criminosas, e que também confronta as próprias facções.

O militar foi enterrado no final desta tarde, no cemitério Jardim da Saudade, em uma cerimônia que contou com a presença do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, e do deputado Jair Bolsonaro.

A Divisão de Homicídios da Polícia Civil concluiu que o coronel foi morto em um arrastão, quando os assaltantes viram sua farda e perceberam que era um PM.

"Não há qualquer possibilidade de que tenha sido uma execução ordenada, pré-concebida", disse o delegado Breno Carnevalle.

A Polícia Militar do Rio de Janeiro é uma das que mais perdeu efetivos, e também a que mais mata.

Segundo cifras do Instituto de Segurança Pública do estado, seus agentes mataram cerca de 8.000 pessoas na última década, 645 em 2015 e mais de 900 em 2016, a maioria em operações nas favelas.

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AFP