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Membro das Forças Democráticas Sírias em Raqa no dia 6 de junho de 2017

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Os combatentes curdos e árabes das Forças Democráticas Sírias (FDS) entraram neste sábado na zona oeste de Raqa, abrindo uma segunda frente de batalha neste que é o principal reduto sírio do grupo extremista Estado Islâmico (EI).

As FDS, apoiadas por Washington, entraram em Raqa na terça-feira, sete meses após o início de uma importante ofensiva para expulsar os jihadistas de sua 'capital' na Síria.

"As FDS tomaram a parte oeste do bairro de Al-Sabahiya e agora reforçam as suas posições", indicou à AFP o diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahmane.

"Em seguida, avançaram para o bairro vizinho de Al-Rumaniya", indicou.

As FDS informaram em um comunicado que atacaram Al-Rumaniya e que "combates violentos estavam em andamento no bairro".

Conquistada pelos extremistas islâmicos em 2014, Raqa se tornou símbolo das atrocidades cometidas pelo EI, entre elas decapitações, execuções públicas e base para o planejamento de atentados no exterior.

A batalha de Raqa é uma das principais frente da guerra de múltiplos beligerantes que sacode a Síria desde 2011 e já deixou mais de 320.000 mortos.

As FDS, que recebem da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos apoio aéreo e terrestre, estão posicionadas a leste, norte e oeste de Raqa, enquanto os territórios ao sul da cidade e do Eufrates seguem sob controle do EI.

Em Raqa, além de parte de Al-Sabahiya e de Al-Rumaniya, as FDS controlam o bairro de Mechleb, na zona leste.

Mas avançam com dificuldades pelo norte, onde os extremistas controlam uma ex-base militar do regime sírio chamada de 'Divisão 17'.

"O EI está mais fortalecido no norte de Raqa, pois pensavam que as FDS chegariam por este lado", indicou Rami Abdel Rahmane. "Os acessos oeste e leste da cidade estão menos protegidos".

Em apoio à ofensiva terrestre, os aviões da coalizão internacional realizaram ataques aéreos durante todo o sábado, matando ao menos 13 civis, segundo o OSDH.

De acordo com Rami Abdel Rahmane, no total, 47 civis foram mortos desde o início da ofensiva final contra a cidade, em 6 de junho.

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