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Colunas de fumaça enquanto iraquianos avançam pela cidade de Tal Afar

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As forças iraquianas reconquistaram o centro de Tal Afar e sua cidadela, neste sábado (26), seis dias depois de terem iniciado o assalto a um dos últimos redutos do grupo Estado Islâmico no Iraque.

No início de julho, as forças iraquianas retomaram Mossul, segunda cidade do Iraque e outrora grande reduto do grupo ultrarradical no país, após nove meses de violentos combates que puseram fim a três anos de ocupação extremista.

No domingo passado, as tropas governamentais e as unidades paramilitares do Hashd Al Shaabi, apoiadas pela coalizão dirigida pelos Estados Unidos, lançaram o assalto contra Tal Afar, 70 km a oeste de Mossul.

Em menos de uma semana, avançaram rapidamente até o setor histórico, onde 200.000 pessoas viviam antes da chegada dos jihadistas em 2014. As forças do governo já controlam "94% da cidade, ou seja, 27 bairros de 29", afirmou o Comando Conjunto das Operações.

Os combates prosseguem, segundo o chefe das operações militares, general Abdelamir Yarallah, especialmente para retomar a localidade de Al Aadieh, 15 km ao norte e que tem uma rota estratégica que une Tal Afar à fronteira síria.

Hoje, foram recuperados seis novos bairros de Tal Afar, no norte da cidade, incluindo o da cidadela otomana.

Segundo os comandos militares no "front", a vitória total em Tal Afar poderá ser celebrada durante a festa muçulmana do Aid al-Adha. No Iraque, essa comemoração acontece em 2 de setembro.

"No início, os jihadistas usavam carros-bomba e morteiros. Agora, há apenas franco-atiradores", relatou Abas Radhi, um combatente do Hachd.

Tal Afar não é tão grande nem tão simbólica quanto Mossul, mas sua conquista constitui uma importante etapa na ofensiva antiextremista, tanto no Iraque quanto na vizinha Síria.

As autoridades afirmam que a tomada de Tal Afar complicará ainda mais a passagem de armas e de jihadistas entre o Iraque e a Síria, onde o EI é atacado em várias frentes.

"É um período de transição entre uma guerra que se aproxima do fim e o início da estabilização e da reconstrução do Iraque", afirmou, por sua parte, o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, de visita ao país, junto com a ministra da Defesa, Florence Parly.

Le Drian anunciou um empréstimo da França para o Iraque da ordem de 430 milhões de dólares para contribuir com a reconstrução do país.

Um dos principais colaboradores da coalizão anti-EI, a França pretende manter seu apoio militar para que sejam reconquistados os últimos redutos desse grupo: Hawija, no norte iraquiano, e as zonas fronteiriças com a Síria, no oeste.

Os ministros devem seguir viagem para Erbil, no Curdistão iraquiano, onde se reúnem com o presidente da região autônoma, Massud Barzani.

É esperado que os ministros franceses alertem os curdos iraquianos contra o referendo sobre sua independência previsto para 25 de setembro e que poderá desestabilizar o conjunto da região.

Washington também se opõe a essa consulta, assim como Turquia e Irã, que temem que o processo desestabilize sua própria minoria curda.

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AFP