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Macri participa de entrevista coletiva na Casa Rosada, em Buenos Aires

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O presidente da Argentina Mauricio Macri propôs, nesta segunda-feira (30), a empresários, políticos e sindicalistas um acordo para as reformas de "responsabilidade fiscal, criação de empregos e qualidade institucional", após sair fortalecido das eleições legislativas de meio de mandato.

"Convoco-lhes a alcançar consensos básicos para traçar um roteiro que nos dê estabilidade e nos leve a uma Argentina mais justa e integrada. Entramos em uma etapa de reformismo permanente", disse diante de cerca de 170 convidados no Centro Cultural Kirchner (CCK).

O mandatário pediu para manter "linha de austeridade e ordem nas contas públicas", "favorecer o emprego", "reduzir os impostos", "baixar a inflação", "lutar contra a pobreza", "reduzir o déficit fiscal", "punir a corrupção" e "alcançar o fortalecimento institucional da República".

Mas Macri não formulou nenhum anúncio sobre como alcançar essas metas. "Temos propostas concretas que anunciaremos nas próximas semanas", indicou.

A coalizão macrista Cambiemos foi a força mais votada nas eleições parlamentares de meio de mandato da semana passada, mas não deixou de ser minoria no Congresso. Por isso, ele precisa de alianças com peronistas para governar.

Em Buenos Aires, o Fundo Monetário Internacional (FMI) começou nesta segunda uma missão técnica para revisar o ritmo da economia. O FMI recomendou a Macri um ajuste fiscal.

A economia reverteu neste ano a retração de 2,3% em 2016, e acumulou alta de 2,4% de janeiro a agosto.

O déficit fiscal supera 4% do Produto Interno Bruto (PIB), antes do pagamento da dívida. A inflação está em torno de 18%, e em setembro superou a meta anual do Banco Central, de entre 12% e 17%. O desemprego está em 8,7%.

- De que se trata? -

Em reação ao projeto, organizações sociais fizeram manifestações sob o lema "De que se trata?". Os manifestantes pediram ao governo para cumprir a lei sancionada de "emergência econômica", que aumentou os subsídios a setores desprotegidos e ainda não foi aplicada.

"Queremos políticas de Estado. Mas em nenhum momento se devem romper direitos básicos dos trabalhadores", disse em coletiva de imprensa Héctor Daer, um dos líderes da maior central trabalhista do país, CGT, que estava no CCK.

Juan Grabois, líder da manifestação, também fez um alerta: "Denunciamos que este é um debate muito tendencioso, em que os setores sociais estão excluídos".

Os três eixos da reforma serão, segundo Macri, "a responsabilidade fiscal, criar mais emprego e qualidade institucional". Em seus dois primeiros anos de governo, ele implementou gradualmente reformas liberais.

As medidas foram aplaudidas por organismos internacionais de crédito, mercados financeiros e governos de Estados Unidos e países centrais da União Europeia (UE).

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AFP