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Pessoas reunidas em uma rua de Quito, a capital do Equador, após um terremoto de 5 graus de magnitude que sacudiu a cidade.

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Um terremoto de 5,1 graus de magnitude sacudiu Quito nesta terça-feira, causando a morte de duas pessoas, a suspensão das operações no aeroporto da cidade e o esvaziamento de prédios, informaram autoridades.

"Duas pessoas morreram e oito ficaram feridas", indicou a Secretaria de Gestão de Riscos em uma mensagem divulgada no Twitter.

"As oito pessoas feridas neste momento já estão sendo atendidas no hospital Pablo Arturo Suárez", de Quito, acrescentou o Ministério da Saúde.

As vítimas foram atingidas por deslizamentos em pedreiras próximas a Mitad del Mundo, onde fica o monumento que marca a linha do Equador, que divide o planeta em dois hemisférios.

O tremor, com epicentro registrado na localidade de Mitad del Mundo (Meio do Mundo), na província de Pichincha (capital), foi sentido por volta das 14h58 locais (16h58 de Brasília), e foi seguido de várias réplicas de até 4,1 graus de magnitude, segundo o Instituto Geofísico.

O forte terremoto deixou em choque os moradores da cidade e obrigaram as pessoas a deixar os prédios mais altos.

"Estava conversando ao telefone com a minha filha e, de repente, a ligação caiu. Achei que a casa fosse cair", disse à AFP Laura Flores, moradora do bairro Carcelén, no norte de Quito.

Uma das paredes de sua casa ficou com rachaduras e vários pratos caíram no chão, relatou.

Além da suspensão das operações no aeroporto Mariscal Sucre, o tráfego foi fechado em várias rodovias por causa de deslizamentos.

Na região de Mitad del Mundo ficam pedreiras abandonadas que no momento do tremor levantaram uma densa nuvem de poeira que podia ser observada a uma distância de vários quilômetros.

O sismo foi sentido por mais de 20 segundos e forçou a evacuação de prédios altos no norte da capital, comprovou um jornalista da AFP.

Uma hora depois do terremoto, centenas de pessoas ficaram nos arredores dos edifícios.

O Equador, com 16 milhões de habitantes, está situado no chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, o que torna o país propenso a sofrer tremores de terra.

AFP