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O novo presidente da França, Emmanuel Macron, durante sua cerimônia de posse, em Paris, em 14 de maio de 2017

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Um dia depois de tomar posse, o novo presidente francês Emmanuel Macron vai anunciar nesta segunda-feira o seu primeiro-ministro antes de viajar a Berlim, em uma demonstração da prioridade que atribui ao eixo franco-alemão e à recuperação europeia.

A agenda dupla desta segunda-feira ilustra os dois principais desafios do jovem centrista pró-europeu, que deseja uma "França forte em uma Europa que proteja".

Em seu primeiro discurso oficial, o mais jovem presidente da história da França - 39 anos - prometeu no domingo "unir e reconciliar" os franceses, devolver a confiança, além de refundar e reativar a Europa, tornando o continente "mais eficaz, mais democrático e mais político".

O perfil de seu primeiro-ministro e a formação do novo governo francês - que provavelmente será anunciado na terça-feira - representa a primeira oportunidade a Macron para demonstrar sua capacidade de unir, um mês antes das eleições legislativas cruciais para o restante de seus cinco anos de mandato.

Um dos nomes mais citados como possível chefe de Governo é o de Edouard Philippe, de 46 anos, deputado da direita moderada e membro do partido Os Republicanos (LR), que é ligado ao ex-premier Alain Juppé.

Alguns membros da direita moderada já se uniram a Macron, mas a designação de um deputado do LR significaria um forte sinal de união entre partidos para que os franceses concedam maioria ao novo presidente no Parlamento, o que permitiria levar adiante seu programa de reformas liberais e sociais.

A primeira viagem ao exterior de Macron será uma visita a Berlim, onde se reunirá nesta segunda-feira com a chanceler Angela Merkel, que obteve uma importante vitória eleitoral no domingo na última votação regional antes das legislativas de setembro na Alemanha.

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