Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Um agricultor aplica pesticida em uma plantação, em Vimy, França, no dia 24 de junho de 2014

(afp_tickers)

A França reconheceu como uma doença ocupacional (causada por fatores relacionados ao ambiente de trabalho, ndlr) um tipo de câncer do sistema imunológico, o linfoma não-Hodgkin, quando afeta os agricultores expostos a pesticidas no exercício de sua profissão.

A exposição pode ser resultado de "manipulação e utilização" dos pesticidas, "contato ou inalação" ou " contato com culturas, áreas, animais tratados ou manutenção de máquinas para aplicação de pesticidas", informa o decreto expedido pelo Ministério da Agricultura francês.

"O reconhecimento desta doença permitirá que muitas vítimas consigam (segurança social) obter assistência médica ligada a sua condição e recebam uma indenização", afirmou em comunicado a associação Phyto-Victimes, que milita pelo reconhecimento do impacto dos pesticidas na saúde.

É uma "nova fase" para "tornar visível o impacto dos pesticidas na saúde dos trabalhadores ", acrescentou a organização.

Em março deste ano, cinco pesticidas, entre eles um dos mais utilizados no mundo, foram qualificados como "possíveis" ou "prováveis" cancerígenos pela agência do câncer da Organização Mundial de Saúde (OMS).

o glifosato, presente entre outros no Roundup, um dos pesticidas mais vendidos do mundo, e os inseticidas malathion e diazinon foram classificados cancerígenos "prováveis para o homem" pela Agêcia Internacional de Investigação sobre o Câncer (IARC), com sede em Lyon, na França.

AFP