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França inicia desconfinamento gradual antes do Natal

Mulher caminha em rua de Paris, em 10 de dezembro de 2020, em meio ao confinamento por covid-19 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 15. dezembro 2020 - 12:26
(AFP)

A França começou, nesta terça-feira (15), um processo de desconfinamento gradual antes do Natal, mas as autoridades pedem aos franceses que não baixem a guarda para evitar uma nova onda de covid-19 após as festas de fim de ano.

Instaurado em 30 de outubro para lidar com uma forte segunda onda de infecções no país, o confinamento será substituído por um toque de recolher noturno, à exceção da noite de 24 de dezembro.

Isso significa que os franceses poderão sair às ruas, a partir desta terça, sem ter de preencher um atestado que justifique sua saída, mas terão de voltar para casa antes das 20h e permanecer em sua residência até as 6h.

A vida dos franceses está longe de voltar ao normal, porém, já que restaurantes, bares, academias, museus, cinemas e teatros continuarão fechados até novo aviso.

Sua reabertura "vai depender de como teremos passado o período festivo", o que pode "favorecer uma circulação acelerada" do vírus, se "não formos responsáveis coletivamente", afirmou o primeiro-ministro Jean Castex.

O mundo da cultura está organizando vários atos em todo país, nesta terça-feira, para protestar contra os fechamentos.

Em uma tentativa de apaziguar a insatisfação, Castex confirmou que serão concedidos "35 milhões de euros" adicionais ao setor cultural e que a situação seria revista em 7 de janeiro de 2021 para ver se uma reabertura é possível.

Em relação à hotelaria e à restauração, milhares de profissionais foram às ruas de Paris na segunda-feira para reivindicar que possam trabalhar.

Para limitar os riscos de contágio antes das férias escolares, as quais começam na tarde de sexta-feira, Castex disse que os pais que assim desejarem serão autorizados a não mandar seus filhos para a escola nestas quinta e sexta-feiras.

"Sempre que possível, especialmente se forem receber pessoas vulneráveis no Natal, se puderem não mandar seus filhos para a escola na quinta e ma sexta-feira, façam isso", insistiu Castex em entrevista à rádio Europe 1.

O primeiro-ministro recomendou ainda que os franceses que forem passar as festas de fim de ano com a família, ou com amigos, pratiquem o "autoconfinamento" uma semana antes, ou seja, que tirem férias, ou que trabalhem de casa sete dias antes de 24, ou de 31 de dezembro.

Desde o início da epidemia na França, mais de 58 mil pessoas morreram, e uma média de 12 mil novos casos por dia continua a ser registrada em todo país.

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