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Scorpène é um submarino de ataque convencional, fabricado pela DCNS

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A Justiça francesa investiga a denúncia de pagamento de suborno ligado ao gigantesco contrato de venda de submarinos Scorpène para o Brasil, firmado em 2008 - informou o jornal francês Le Parisien, neste sábado (20), em sua edição on-line.

Uma fonte próxima ao caso confirmou para a AFP a existência de uma investigação por suspeita de "atos de corrupção na venda de submarinos", mas sem dar mais detalhes.

Questionada pela AFP, a Procuradoria Nacional Financeira (PNF) "não confirmou, nem negou" as informações.

A investigação por suspeita de "corrupção de funcionários públicos estrangeiros" gira em torno do contrato de venda de quatro submarinos de ataque Scorpène, assinado em 23 de dezembro de 2008, no Brasil, pelo então presidente francês, Nicolas Sarkozy, e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Da ordem de 6,7 bilhões de euros, esse acordo incluía uma importante transferência de tecnologia para o Brasil.

O Scorpène é um submarino convencional, de última tecnologia, fabricado pelo estaleiro naval francês DCNS (Direction des Constructions Navales Services) em cooperação com o espanhol Navantia. Chile e Malásia têm dois desses submarinos. A Índia adquiriu seis, dos quais três já foram entregues.

À AFP, um porta-voz da DCNS disse que a companhia "não tem nada a ver com a Operação Lava Jato", acrescentando que a empresa "respeita escrupulosamente, no mundo todo, as regras do Direito".

No Brasil, a DCNS é parceira da BTP Odebrecht, no centro do megaescândalo de corrupção de agita o país. Em abril passado, o presidente da DCNS Brasil, Eric Berthelot, havia dito à AFP que essas investigações "atingiam apenas a própria Odebrecht".

A procuradora-geral da PNF, Eliane Houlette, esteve recentemente no Brasil, à frente de uma delegação, da qual também participou o chefe do Departamento Anticorrupção da Polícia (Oclciff, na sigla em francês), Thomas de Ricolfis.

Em nota de 9 de maio, ao comentar a visita dos franceses, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, evocou a possibilidade de desenvolver investigações conjuntas sobre "casos concretos" de corrupção que "afetam ambos os países".

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AFP