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O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, fala em uma coletiva de imprensa em Bagdá, em 10 de agosto de 2014.

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O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, pediu nesta quarta-feira a todos os países do Oriente Médio, inclusive o Irã, e as potências mundiais que se aliem para frear a ofensiva jihadista do Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria.

"Queremos que todos os países da região, os países árabes e também o Irã, e o P5 [os 5 membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU] se unam a nossa ação", afirmou Fabius, depois que o presidente François Hollande anunciou a convocação de uma coletiva internacional sobre a situação no Iraque.

Hollande anunciou que vai propor em breve essa conferência sobre a segurança no Iraque e a luta contra o Estado Islâmico (EI), ao considerar que a situação internacional é a mais grave desde 2001, em entrevista nesta quarta-feira ao jornal Le Monde.

"Devemos estabelecer uma estratégia global contra este grupo (...) que dispõe de recursos financeiros importantes e armas muito sofisticadas, e ameaça países como Iraque, Síria ou Líbano", afirmou o chefe de Estado francês.

"Portanto, vou propor em breve aos nossos sócios uma conferência sobre segurança no Iraque e a luta contra o Estado Islâmico", prossegue.

"Devemos enfrentar não um movimento terrorista como a Al-Qaeda, mas um quase Estado terrorista, o Estado Islâmico", acrescenta Hollande.

Segundo um texto da entrevista divulgado pouco antes pela presidência francesa - levemente diferente da versão on-line do jornal - Hollande fala "a partir de setembro" de uma iniciativa sobre a segurança no Iraque e a luta contra o EI.

Interrogado sobre uma suposta ausência de autoridade do presidente americano Barack Obama, Hollande responde que "durante muito tempo houve queixas sobre a hiperpotência americana e seu intervencionismo múltiplo. Seria inadequado agora criticar Barack Obama por um excesso de timidez".

"Mas considero que a situação internacional é a mais grave que já conhecemos desde 2001. O mundo deve ser consciente disso", acrescenta.

AFP