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Três juízes de instrução franceses investigarão a empresa do setor de cimentos franco-suíça LafargeHolcim, acusada de ter financiado indiretamente grupos armados na Síria para manter suas atividades no país em guerra

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Três juízes de instrução franceses investigarão a empresa do setor de cimentos franco-suíça LafargeHolcim, acusada de ter financiado indiretamente grupos armados na Síria para manter suas atividades no país em guerra, anunciou a Promotoria de Paris.

Em outubro, a justiça abriu uma investigação preliminar e na sexta-feira passada decidiu atribuir o caso a dois juízes de instrução da unidade financeira e a um do departamento antiterrorista.

A justiça investiga especificamente as acusações de "financiamento de empresa terrorista" e de "colocar em perigo a vida alheia", indicou a Promotoria.

A investigação pretende esclarecer as relações entre a Lafarge — então uma empresa francesa que ainda não havia anunciado a fusão com a suíça Holcim — e grupos armados na Síria.

Entre os grupos citados se encontra o Estado Islâmico (EI), ao qual a Lafarge teria pago para manter aberta e em funcionamento sua fábrica de Jalabiya, norte do país, apesar da guerra civil.

O grupo EI assumiu o controle da fábrica em setembro de 2014 e a unidade foi fechada.

No ano passado, o ministério francês da Economia e várias ONGs apresentaram denúncias contra a LafargeHolcim com base em depoimentos de ex-funcionários da fábrica.

Em março, a empresa reconheceu ter financiado "indiretamente" grupos armados na Síria em 2013 e 2014.

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