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O papa Francisco embarca em um avião para a Coreia do Sul, no Aeroporto Internacional de Fiumicino, em Roma.

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O papa Francisco observou um minuto de silêncio e de oração junto com cerca de 70 jornalistas que o acompanhavam a bordo do avião pela morte nesta quarta-feira de um repórter italiano em Gaza.

"Quero propor a vocês um minuto de silêncio e oração por Simone Camilli, que morreu em Gaza cumprindo seu dever", afirmou o pontífice, depois de condenar de novo a guerra e suas consequências durante a viagem que o leva para uma visita à Coreia do Sul.

Um cinegrafista italiano que trabalhava para a agência AP morreu, ao lado de quatro pessoas, nesta quarta-feira em Gaza, durante uma tentativa de desativar um míssil israelense.

Médicos e fontes oficiais de Gaza indicaram que cinco pessoas, incluindo um jornalista estrangeiro, morreram ao norte da Faixa de Gaza quando especialistas palestinos tentavam desativar um míssil israelense.

O porta-voz dos serviços de emergência palestinos, Ashraf al-Qudra, afirmou que seis pessoas ficaram gravemente feridas.

A Associated Press confirmou a morte de um de seus jornalistas Simone Camilli, de 35 anos, que trabalhava para a agência americana desde 2005.

Um fotógrafo da AP, Hatem Moussa, ficou gravemente ferido na explosão.

Camilli, o primeiro jornalista morto desde o início da ofensiva israelense em Gaza, em 8 de julho, filmava a operação de desativação do míssil.

O governo da Itália também confirmou a morte de Camilli.

"A morte de Simone Camilli é uma tragédia para sua família e para o país. Mais uma vez, um repórter paga o preço de uma guerra que já dura muitos anos", destacou a ministra italiana das Relações Exteriores, Federica Mogherini, em um comunicado.

Segundo a imprensa italiana, Simone Camilli, de 35 anos, filmou há três anos um documentário sobre a Faixa de Gaza e trabalhava para vários meios de comunicação internacionais, incluindo a AP.

Camilli trabalhou em coberturas no Oriente Médio, Turquia e Bálcãs. Também fez reportagens sobre o naufrágio do cruzeiro "Costa Concordia" na Itália.

A explosão aconteceu poucas horas antes do fim de uma trégua de 72 horas.

AFP