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O ex-ministro José Lopez (C) detido em Buenos Aires em 14 de junho

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A irmã Inês, uma das freiras questionadas pela justiça argentina por aparecer em um vídeo ajudando um ex-vice-ministro do governo de Cristina Kirchner carregando maletas com milhões de dólares em um convento, assegurou, nesta segunda-feira (1º), que não sabia o que havia nessas maletas.

A religiosa Célia Inês Aparicio compareceu nesta segunda-feira diante do juiz federal Daniel Rafecas vestindo seu hábito junto a sua advogada, mas sem se deixar ser vista pela imprensa.

"Não sabia o que tinha na maleta", disse a irmã Inês ao juiz Rafecas, a quem também apresentou um texto negando que tivesse encobrindo o ex-funcionário de Néstor e Cristina Kirchner (2003-2015), informaram fontes judiciais.

A freira disse que ajudou naquela madrugada de 14 de junho o ex-secretário de Obras Públicas, José López, obedecendo ordens da madre superiora Alba, que tem 95 anos.

A irmã Alba foi descartada até o momento para depor por conta de um relatório sobre sua saúde elaborado na semana passada pelo Corpo Médico Forense.

O caso do ex-vice-ministro argentino, encontrado em flagrante quando ocultava maletas com 9 milhões de dólares em um convento, tomou novo impulso com a divulgação, em meados de julho, de um vídeo captado pela câmera de segurança do convento da localidade de General Rodríguez, nos arredores de Buenos Aires.

As imagens mostram a irmã Inês ajudando a colocar as maletas no local, enquanto deixava um rifle no chão.

Provas da polícia revelaram que López fez várias ligações às religiosas antes de chegar ao convento.

Também foi revelado que as freiras demoraram quase uma hora para abrir a porta para a Polícia, que chegou ao local após o alerta de um vizinho que disse ter visto López levando maletas para o interior do convento de Nossa Senhora de Fátima, 50 km a oeste de Buenos Aires.

López, de 55 anos, acusado de enriquecimento ilícito, está alojado em uma ala psiquiátrica.

A Igreja iniciou um processo de investigação sobre o convento e as freiras.

O caso provocou um terremoto no opositor peronismo e principalmente no setor do kirchnerismo (centro-esquerda).

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AFP