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Frida, labradora cor de mel se tornou ícone do heroísmo no México, peça-chave da Unidade Canina da Marinha Armada, designada para a delicada missão de resgate na escola Enrique Rebsamen, que desabou no sul da capital, no dia 22 de setembro de 2017

(afp_tickers)

Com os óculos de proteção bem ajustados por baixo de suas orelhas peludas e usando botas nas quatro patas, Frida abana o rabo enquanto escala as montanhas de escombros deixadas pelo terremoto no México, rastreando sinais de sobreviventes com seu poderoso olfato canino.

A labradora cor de mel se tornou ícone do heroísmo no México, onde é aclamada por seus colegas humanos, nas redes sociais e nos meios de comunicação. Até um morador de Tamaulipas (nordeste) fez uma tatuagem da cachorra em seu braço.

Peça-chave da Unidade Canina da Marinha Armada, Frida foi designada para a delicada missão de resgate na escola Enrique Rebsamen, que desabou no sul da capital, matando cerca de 20 crianças.

"Frida é especialista em detecção de pessoas vivas sob escombros e, em sua carreira - que inclui o devastador terremoto no Equador no ano passado - salvou 12 pessoas", afirma seu treinador, o terceiro mestre de Infantaria da Marinha, Israel Arauz.

Quando Frida aparece no destacamento usando sua coleira militar, muitos soldados deixam de lado a disciplina e correm para acariciar e abraçar a cadelinha, além de tirar uma foto com ela.

"Ela nos dá alegria, ternura a esperança. E os civis a saúdam e aplaudem nas ruas", comenta um soldado enquanto faz carinho na barriga de Frida.

"Frida tem uma personalidade muito gentil, mas também um temperamento forte, e deve se aposentar no próximo ano, aos oito anos", comenta Arauz.

"Para mim, é uma honra orientá-la nessas missões", completa orgulhoso.

- Herois e vítimas -

A espontânea solidariedade com que os mexicanos reagem ante catástrofes naturais surpreende e comove a comunidade internacional.

E essa mesma dinâmica acontece com os cachorros.

"Viemos apoiar a brigada da UNAM (Universidade Nacional Autônoma do México) para detectar e resgatar pessoas", afirma Jean Louis Zúñiga, um treinador amador de cachorros que compareceu a um dos piores desabamentos da capital acompanhado de um labrador, um border collie, um boxer e um pitbull.

Mas os personagens de quatro patas e focinhos úmidos não são apenas heróis do terremoto. Vários cães de todos os tamanhos, raças e cores se somam às vítimas da tragédia, seja porque ficaram presos entre os escombros ou porque perderam seu dono.

Muitos foram resgatados das ruínas dos prédios e por toda a cidade veterinários voluntários se apresentaram para cuidar dos animais feridos, para medicá-los e alimentá-los.

"Estou desesperada, estou procurando minha Candy", chora Cecilia Vega, uma universitária que percorre incansavelmente os abrigos com a fotografia de sua chihuahua que se perdeu depois do terremoto.

Como Candy, muitos cães ficaram sem dono e suas fotos estão sendo postadas no Twitter, Facebook e Instagram em grupos criados especialmente para os cães do terremoto.

"Ela se chama Precios e se perdeu durante o terremoto. Ela tem problemas para respirar e é muito assustada", afirma um dos posts no twitter @MascotasSismo, que exibe a foto de uma cachorra branquinha com a língua de fora.

"Já está com os donos!", avisa outro post na mesma rede, mostrando Brook, um pitbull acizentado.

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AFP