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Fujimori critica prisão de Keiko e pede que filhos estejam unidos

A líder opositora peruana Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, escoltada pela polícia em um tribunal de Lima, em 10 de outubro de 2018

(afp_tickers)

O ex-presidente peruano Alberto Fujimori declarou neste sábado (13) que a prisão de sua filha Keiko lhe causou a "maior dor" de sua vida, e pediu que seus filhos, que disputam a liderança da maior força eleitoral do país, estejam "unidos".

"Não senti dor maior em toda a minha vida do que quando vi minha filha sendo detida e levada à prisão", declarou Fujimori do leito do hospital, onde permanece internado em qualidade de detido desde que a Suprema Corte peruana anulou o seu indulto.

Fujimori, de 80 anos, também pediu que seus filhos Keiko e Kenji estejam "mais unidos do que nunca".

"A ela todo o meu carinho e apoio neste momento tão duro", acrescentou sobre a detenção preliminar de sua filha, enquanto ela é investigada pela Procuradoria por uma suposta contribuição para a sua campanha presidencial de 2011 feita pela empreiteira Odebrecht, o que nega.

O ex-presidente foi indultado em dezembro pelo então presidente Pedro Pablo Kuczynski durante o cumprimento de uma pena de 25 anos de prisão por crimes contra a humanidade e corrupção.

"Que os responsáveis (da Justiça) continuem com todas as investigações, mas respeitando a presunção de inocência. Só peço um devido processo" para Keiko, acrescentou Fujimori em uma mensagem de áudio, acompanhada por uma foto, enviada por pessoas próximas à AFP e a outros veículos de comunicação.

"Ela sempre colaborou com a Justiça, não há razão para que a afastem de minhas netas dessa maneira", afirmou o ex-governante.

Fujimori conta com uma forte popularidade no Peru por ter acabado durante o seu mandato com o terrorismo do Sendero Luminoso e com a hiperinflação herdada de seu antecessor, o social-democrata Alan García.

Isto permitiu que o fujimorismo se tornasse a maior força eleitoral do Peru, porém o seu legado é agora disputado por Keiko e Kenji, que poderiam se enfrentar nas eleições de 2021.

"A todos os meus filhos, peço que estejam mais unidos do que nunca, que esse momento sombrio nos ajude a voltar a ser uma família unida", declarou neste sábado.

Keiko, de 43 anos, foi candidata à presidência em 2011 e 2016, perdendo em votações muito apertadas; e Kenji, de 38 anos, foi o legislador mais votado em ambas as eleições.

Contudo, as ambições políticas dos irmãos, assim como suas diferenças sobre como conseguir o indulto para seu pai, romperam a unidade familiar.

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