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A prevalência de fumantes entre as pessoas com HIV nos Estados Unidos é de 40%, cerca do dobro do que no resto da população americana

(afp_tickers)

As pessoas infectadas com o vírus da imunodeficiência humana que fumam são muito mais propensas a morrer de câncer de pulmão do que pelo HIV, disseram pesquisadores nesta segunda-feira.

"Ter HIV e usar tabaco podem, juntos, acelerar o desenvolvimento do câncer de pulmão", advertiu um estudo publicado na revista Journal of the American Medical Association (JAMA) Internal Medicine.

Fumar reduz a expectativa de vida entre as pessoas que vivem com HIV e que recebem terapia antirretroviral para manter sua doença controlada - mais do que o próprio HIV, acrescentou.

As conclusões são particularmente preocupantes porque fumar é muito comum entre pessoas com HIV. A prevalência de fumantes neste grupo nos Estados Unidos é de 40%, cerca do dobro do que no resto da população americana.

"O tabagismo e o HIV são uma combinação especialmente ruim quando se trata de câncer de pulmão", disse o autor principal do estudo, Krishna Reddy, médico no Hospital Geral de Massachusetts, em Boston.

"As taxas de tabagismo são extraordinariamente altas entre as pessoas com HIV, e tanto o tabagismo como o HIV aumentam o risco de câncer de pulmão".

Quase 25% das pessoas que aderem bem aos medicamentos anti-HIV, mas continuam fumando morrerão de câncer de pulmão, de acordo com o estudo.

As pessoas com HIV que tomam medicamentos antivirais e fumam têm entre seis e 13 vezes mais probabilidades de morrer de câncer de pulmão do que de HIV/aids, acrescentou.

Mas há esperança para aqueles que conseguem parar.

Apenas cerca de 6% dos fumantes que abandonaram o cigarro aos 40 anos morrerão de câncer de pulmão, de acordo com o estudo, que é baseado em projeções usando um modelo de computador.

"Parar de fumar é uma das coisas mais importantes que as pessoas com HIV podem fazer para melhorar sua saúde e viver mais tempo", disse o coautor Travis Baggett, também do Hospital Geral de Massachusetts.

Cerca de 60.000 das 644.200 pessoas com entre 20 e 64 anos vivendo com HIV e recebendo cuidados devem morrer de câncer de pulmão até os 80 anos se os hábitos de tabagismo não mudarem.

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AFP