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(Arquivo) Veículo do Comitê Internacional da Cruz Vermelha no norte do Afeganistão

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Uma fisioterapeuta espanhola que trabalhava para a Cruz Vermelha no norte do Afeganistão morreu após ser baleada por um paciente em cadeira de rodas - informaram autoridades locais nesta segunda-feira (11).

Lorena Enebral Pérez, de 38, foi baleada dentro do centro ortopédico da ONG em Mazar-i-Sharif, disse à AFP o porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) no Afeganistão, Thomas Glass.

Ela foi rapidamente levada para o hospital da base militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Camp Marmal, onde não resistiu aos ferimentos e morreu.

"Lorena, enérgica e cheia de alegria, era a alma do nosso centro em Mazar. Hoje, nossos corações estão destroçados", declarou a chefe da delegação do CICR no Afeganistão, Monica Zanarelli, segundo a ONG.

"Lorena era uma fisioterapeuta profissional muito dedicada aos serviços dos pacientes, em particular das crianças", completou.

"Estamos abalados e arrasados", lamentou o CICR Afeganistão em sua conta no Twitter, confirmando a nacionalidade da vítima.

Os sete centros ortopédicos da Cruz Vermelha no Afeganistão ajudam deficientes físicos, em especial os que perderam algum membro na violência instalada no país. Também fabricam cerca de 19.000 próteses por ano, explica a ONG.

Duas pessoas foram detidas, entre elas o suposto autor do ataque, de 21 anos, descrito pela Polícia como um "paciente regular".

"Escondeu, em sua cadeira de rodas, a arma que usou para atirar na vítima", disse à AFP o porta-voz da Polícia, Shir Khan Durrani.

O homem "abriu fogo contra ela, quando entrou na sala de consulta", acrescentou o subchefe de Polícia Abdul Razaq Qaderi.

Ainda não se sabe o motivo do assassinato.

O CICR tem sido alvo de vários ataques no norte do Afeganistão, onde talibãs e grupos ligados à organização extremista Estado Islâmico (EI) fazem o terror reinar.

A maioria dos programas da Cruz Vermelha nas regiões instáveis do norte do Afeganistão está em suspenso desde que seis funcionários do CICR foram mortos em fevereiro, após uma emboscada contra seu comboio na província de Jowzjan.

Dois membros da ONG levados como reféns durante esse ataque foram soltos na semana passada.

Nenhum grupo insurgente assumiu a autoria desses sequestros e assassinatos, mas a Polícia de Jowzjan atribui sua autoria a extremistas locais do EI.

Um funcionário espanhol da Cruz Vermelha foi sequestrado em dezembro passado, quando circulava com companheiros entre Mazar-i-Sharif e o reduto talibã vizinho de Kunduz. Foi libertado algumas semanas depois.

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AFP