Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

(11 set) Casa danificada em Naples, Flórida

(afp_tickers)

O furacão Irma matou pelo menos 12 pessoas na Flórida em sua trajetória pelas "keys" (conjuntos de ilhas) e pelo interior do estado, após deixar um rastro de destruição pelo Caribe.

"Atualmente, o número de óbitos confirmados atribuídos ao furacão Irma (nos EUA) é de 12", disse à AFP o porta-voz da Divisão de Gerenciamento de Emergência da Flórida, Alberto Moscoso, enquanto socorristas escavavam os escombros deixados pela tempestade.

Em meio à destruição, as autoridades realizavam uma grande operação para restaurar a eletricidade para milhões de pessoas em três estados do sudeste dos Estados Unidos.

O presidente americano, Donald Trump, viajará na quinta-feira à Flórida para constatar os danos causados pelo Irma.

"Minha preocupação se mantém por todos os afetados pelos furacões", tuitou a primeira-dama, Melania Trump, ressaltando que acompanhará o presidente na viagem.

A porta-voz da Casa Branca Sarah Sanders disse que "o presidente e todo o governo continuam monitorando a situação em Porto Rico, Ilhas Virgens americanas, Flórida, Texas e todas as áreas afetadas pelos furacões Irma e Harvey".

Segundo a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA), ao menos 192 mil pessoas permaneciam nesta terça-feira em abrigos na Flórida e cerca de 7 mil no vizinho estado da Geórgia.

Na Flórida, 15 milhões continuavam sem energia elétrica, assim como um milhão na Geórgia e 300 mil em Porto Rico.

O Irma foi implacável em sua passagem pelos "keys" da Flórida, onde tocou a terra no domingo como furacão de categoria 4, com ventos de 209 km/h.

Ao menos 25% das residências nos "keys" foram destruídas e 60% estão danificadas, informou o diretor da Fema, Brock Long. "Basicamente, todas as residências nos 'keys' foram atingidas de alguma forma".

O Aeroporto de Miami retomou suas atividades nesta terça-feira, mas opera apenas com 30% de sua capacidade.

Sem eletricidade e ar-condicionado em suas casas e hotéis, moradores e turistas partiam do Walt Disney World, em Orlando, que reabriu nesta terça.

Em Cuba, a apenas 150 quilômetros da Flórida, pelo menos dez pessoas morreram eletrocutadas, afogadas ou vítimas da queda de prédios.

No Caribe, Irma deixou 27 mortos nos territórios de França, Holanda, Reino Unido e Estados Unidos, assim como Barbuda.

Irma varreu a pequena ilha de Barbuda e os paraísos tropicais de Saint Barth e Saint Martin, Ilhas Virgens, Porto Rico, República Dominicana, Haiti e Turcas e Caicos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou nesta terça-feira que milhares de pessoas ficaram sem teto e precisam de ajuda urgente, em especial nas Antilhas orientais.

Em Cuba, a maior parte da ilha ainda está em fase de "recuperação" dos danos do furacão, que atravessou a costa norte de leste a oeste por 72 horas com ventos de furacão, fortes chuvas e avanço da água do mar em ambos os litorais, porque seu alcance de ação foi maior do que a largura da Ilha.

Os danos severos provocados pelo furacão nas usinas termelétricas cubanas, especialmente na de "Antonio Guiteras", em Matanzas, atrasam o restabelecimento dos serviços de eletricidade e fornecimento de água.

Mas os aeroportos de Havana e Varadero, os de maior tráfego internacional em Cuba, já reiniciaram suas operações.

Em Havana, brigadas de trabalhadores retiram das ruas um grande número de árvores e raízes, reinstalam os postes de eletricidade, enquanto a polícia ordena o trânsito nas artérias importantes, onde Irma danificou um grande número de sinais de trânsito.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP