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(Arquivo) O presidente americano, Donald Trump

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A cúpula do G20 deve deixar evidente o isolamento dos Estados Unidos em relação ao clima ao destacar que todos os outros países deste fórum aplicarão o Acordo de Paris, segundo um projeto de comunicado final que a AFP teve acesso nesta sexta-feira.

"Tomamos nota da decisão dos Estados Unidos de sair do Acordo de Paris", diz o texto, que acrescenta que todos os dirigentes de outros países consideram como "irreversível" o acordo de luta contra o aquecimento global.

Uma das incertezas que se apresentava antes da cúpula era saber se os outros 19 países-membros do fórum se manteriam unidos sobre o tema.

A posição da Arábia Saudita, por exemplo, aliado dos Estados Unidos e importante produtor de petróleo, gerava interrogações.

Se os líderes dos países endossarem o documento, os dirigentes informarão aos Estados Unidos que não poderá retornar ou renegociar o Acordo de Paris. Não obstante, a porta permanece aberta se os americanos decidirem reconsiderar a sua posição.

Estsa opção foi evocada nesta sexta-feira pela primeira-ministra britânica, Theresa May, à margem da cúpula.

"É importante para o mundo inteiro e acho que sempre é possível. O Acordo de Paris não será renegociado, mas desejo que os Estados Unidos encontrem um caminho para voltar", declarou à BBC.

"Nossa mensagem coletiva que será transmitida ao presidente [Donald] Trump insistirá na importância do retorno dos Estados Unidos ao Acordo de Paris e espero que possamos agir nesse sentido", acrescentou May.

Segundo uma fonte próxima às negociações, uma menção ao projeto de declaração final da cúpula, favorável aos combustíveis fósseis, está sendo discutida entre os negociadores.

Alguns países tentam retirá-la.

"Dada a importância do acesso à energia e à segurança energética [...], os Estados Unidos trabalharão estreitamente com outros sócios para facilitar o acesso e a utilização mais limpa e eficaz das energias fósseis, e irá ajudá-los a desenvolver energias renováveis e outras fontes de energia limpa", diz a passagem, indo contra a tendência geral hostil aos combustíveis fósseis.

Se a frase for mantida, poderia ser percebida como uma vitória americana.

AFP