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(2 jul) Manifestação contra o G20 convocada por ONGs em Hamburgo, Alemanha

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Donald Trump participará no final desta semana da reunião de cúpula do G20, na Alemanha, sob grande tensão, em razão das escolhas políticas polêmicas de Washington e de manifestantes que prometem o "inferno" perto do local da reunião.

O disparo de um míssil intercontinental pela Coreia do Norte, capaz, segundo especialistas americanos, de atingir o Alasca, e as tensões entre os Estados Unidos e a China somam-se a uma longa lista de assuntos sensíveis.

As divergências devem se concentrar sobre o clima e o comércio entre o novo presidente americano e a maioria dos demais líderes dos países mais industrializados e emergentes reunidos na sexta-feira e sábado em Hamburgo.

"Espero que sejamos capazes de vencer alguns obstáculos, mesmo sem saber qual será o resultado final", ressaltou nesta quarta-feira a chanceler alemã Angela Merkel, após um encontro como presidente chinês Xi Jinping, que está em Berlim para celebrar o empréstimo de dois pandas ao zoológico da cidade e supervisionar um contrato de venda de Airbus por 22,8 bilhões de dólares.

- Contra a corrente -

Os Estados Unidos nadam contra a corrente ao questionar e se retirar do Acordo de Paris de luta contra o aquecimento climático ou ameaçando com medidas protecionistas. Também adotam uma postura muito firme quanto a questão migratória.

O governo alemão faz do clima sua prioridade, prevendo a adoção de um "plano de ação" para implementar concretamente a nível de G20 o Acordo de Paris.

"A administração americana tem uma concepção sobre a globalização diferente da nossa na Alemanha", porque os Estados Unidos a veem "como um processo com vencedores e perdedores", lamentou Merkel em uma entrevista que será publicada na quinta-feira no Die Zeit.

Sobre o comércio, os americanos ameaçaram adotar taxas de importação contra a China e a Alemanha.

Além dos assuntos tradicionais do G20, os trabalhos da cúpula - sem o rei da Arábia Saudita que anulou sua participação - correm o risco de serem obscurecidos pelas muitas crises.

A começar pelo programa nuclear norte-coreano, que ganhou mais um capítulo com o disparo no dia anterior de um míssil intercontinental.

Isso "constitui uma nova escalada da ameaça (norte-coreana) aos Estados Unidos, aos nossos aliados e parceiros, à região e ao mundo", considerou o secretário de Estado americano, Rex Tillerson.

Uma mini-cúpula entre os Estados Unidos, o Japão e a Coreia do Sul está prevista para quinta-feira em Hamburgo, na véspera do G20.

Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping estarão na mesma mesa durante o G20, enquanto Washington critica Pequim por não pressionar Pyongyang o suficiente e que a China pede em contrapartida o fim dos exercícios militares dos Estados Unidos com a Coreia do Sul.

- Trump-Putin -

O G20 também será marcado pelo primeiro encontro entre Donald Trump e o presidente russo Vladimir Putin.

O general H.R. McMaster, conselheiro de Segurança Nacional, havia enfatizado que Donald Trump desejava uma relação "mais construtiva" com a Rússia. Mas as relações entre os dois países se deterioraram ainda mais após o fortalecimento das sanções de Washington contra Moscou por seu papel na crise ucraniana e seu apoio ao regime sírio.

Além disso, o encontro vai acontecer em meio à polêmica nos Estados Unidos sobre a influência russa nas eleições americanas e sobre pessoas próximas a Trump.

Do lado de fora do local da reunião, milhares de manifestantes prometem o "inferno" segundo seu lema.

Os organizadores esperam mais de 100.000 manifestantes, enquanto a polícia estima entre 7.000 e 8.000 o número de militantes que podem ser violentos.

Hamburgo é um berço de contestação histórico. A polícia, que mobilizou mais de 20.000 agentes, teme em particular uma manifestação na quinta-feira, cujo lema é "Welcome to hell" ("Bem-vindo ao inferno").

AFP